Ação municipal busca aumentar a cobertura vacinal na capital após a confirmação de 23 casos da doença na região do Alto Solimões
A Prefeitura de Manaus realiza neste sábado (7) o Dia D de vacinação contra sarampo, com atendimento em dez unidades de saúde distribuídas pelas diferentes zonas da capital. A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população diante do aumento de casos da doença no Amazonas, especialmente na região do Alto Solimões, onde foram registrados 23 casos nos últimos dois meses.
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A ação também terá atendimento no domingo (8) em duas unidades de saúde, com horário ampliado. Em oito locais, a vacinação será oferecida das 7h às 11h. Nas outras duas unidades, o funcionamento será das 8h às 17h, tanto no sábado quanto no domingo.
Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação, CPF ou Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS). A apresentação da caderneta de vacinação também é recomendada, caso esteja disponível.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
A campanha contempla crianças, adolescentes, jovens e adultos que ainda não receberam as doses recomendadas ou estão com o esquema de imunização incompleto. De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, a vacinação deve seguir a faixa etária e o histórico de doses de cada pessoa.
Para as crianças, a primeira dose da vacina tríplice viral é indicada aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, deve ser aplicada a segunda dose, por meio da vacina tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela (catapora).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da vacina contra o sarampo, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações. Já os adultos de 30 a 59 anos precisam ter pelo menos uma dose registrada. Para os trabalhadores da saúde, a recomendação é receber duas doses da tríplice viral, independentemente da idade.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Manaus não apresenta, até o momento, registros de casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
Confira os locais de vacinação contra sarampo em Manaus
A mobilização será realizada em dez unidades de saúde, distribuídas pelas zonas Leste, Norte, Sul e Oeste da capital. Oito unidades terão atendimento das 7h às 11h, enquanto duas funcionarão em horário ampliado, inclusive no domingo.
Zona Leste
Atendimento das 7h às 11h:
- USF Dr. José Amazonas Palhano: Rua Antônio Matias, bairro São José 1.
- USF Maria Leonor Brilhante: Avenida Autaz Mirim, bairro Tancredo Neves.
Zona Norte
Atendimento das 7h às 11h:
- USF Major PM Sálvio Belota: Rua João de Montefusco (antiga Rua das Samambaias), nº 786, bairro Santa Etelvina.
- USF Balbina Mestrinho: Rua Major Silvério J. Nery (antiga Rua 17), nº 17, Núcleo 3, Cidade Nova 2.
- USF Áugias Gadelha: Rua Maria da Glória Santos, nº 218, bairro Cidade Nova.
Atendimento das 8h às 17h, sábado (7) e domingo (8):
- USF Carmen Nicolau: Rua Santa Tereza D’Ávila, bairro Lago Azul.
Zona Sul
Atendimento das 7h às 11h:
- USF Dr. José Rayol dos Santos: Avenida Constantino Nery, conjunto Chapada, bairro Flores.
- USF Rosa Pereira de Almeida: Rua Benedito, bairro Morro da Liberdade.
Zona Oeste
Atendimento das 7h às 11h:
- USF Deodato de Miranda Leão: Avenida Presidente Dutra, bairro Glória.
Atendimento das 8h às 17h, sábado (7) e domingo (8):
- USF Leonor de Freitas: Avenida Brasil, bairro Compensa 2.
Cobertura vacinal contra o sarampo está abaixo da meta
Apesar dos avanços na imunização infantil, a cobertura da segunda dose da vacina contra o sarampo em Manaus permanece abaixo do percentual recomendado pelo Ministério da Saúde.
Segundo a gerente de Imunização da Semsa, enfermeira Isabel Hernandes, a capital alcançou 99% de cobertura na primeira dose entre crianças de até um ano. Entretanto, o índice cai na segunda aplicação: até outubro de 2026, a cobertura registrada era de 83,71%, enquanto a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 95%.
Além do Dia D, as vacinas tríplice viral e tetraviral permanecem disponíveis durante todo o ano nas mais de 170 salas de vacinação da rede municipal de saúde.
Amazonas registra casos de sarampo na região do Alto Solimões
A intensificação da vacinação ocorre em meio à identificação de casos da doença na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que, entre 1º de setembro e 3 de novembro, foram identificados casos de sarampo nos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Tabatinga.
Entre os pacientes estão brasileiros e peruanos, incluindo indígenas dos povos Kokama e Mayuruna. A fundação também informou que 83% dos casos confirmados no Amazonas ocorreram em pessoas que não haviam recebido a vacina.
Diante desse cenário, as autoridades de saúde reforçam a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente entre moradores de áreas com circulação do vírus.
Vai viajar? Confira sua situação vacinal
A gerente de Imunização da Semsa recomenda que pessoas com viagens programadas para regiões onde há circulação do vírus verifiquem se estão com o esquema vacinal completo antes do deslocamento.
Entre os países que registraram casos ou surtos recentes de sarampo estão Canadá, Estados Unidos, México, Bolívia, Peru e Paraguai. A recomendação é conferir as doses recebidas e procurar uma unidade de saúde caso exista alguma pendência na imunização.
Quais são os sintomas do sarampo e como ocorre a transmissão?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas liberadas quando uma pessoa infectada respira, fala, tosse ou espirra. A infecção pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Os principais sintomas são febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas na pele, especialmente quando acompanhadas de sintomas respiratórios, devem procurar atendimento em uma unidade de saúde.
Durante a avaliação, é importante informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes ou contato com pessoas que apresentaram sintomas semelhantes. Enquanto houver suspeita de sarampo, a orientação é evitar o contato com outras pessoas e utilizar máscara durante o deslocamento até o serviço de saúde, seguindo as recomendações médicas.
Nos casos suspeitos ou confirmados, o isolamento deve ser mantido até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas, conforme avaliação da equipe de saúde. Entre as possíveis complicações estão infecções respiratórias, pneumonia e encefalite, uma inflamação que atinge o cérebro.
Manaus não registra transmissão local desde 2018
De acordo com a Semsa, o último caso de transmissão local de sarampo em Manaus foi registrado em 2018, durante um surto que contabilizou mais de 7 mil notificações da doença.
Nos anos seguintes, a capital registrou dez casos importados: três em 2019 e outros sete em 2020. Desde então, a manutenção da cobertura vacinal é considerada fundamental para evitar a reintrodução e a circulação do vírus na cidade.
Com o Dia D deste sábado, a Prefeitura busca ampliar a proteção dos moradores e reforçar a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra o sarampo.
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