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Obesidade na Amazônia é problema social, aponta especialista

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A obesidade é um problema de saúde pública no país. Dados do Mapa da Obesidade do Brasil demonstram que 55,4% da população está com sobrepeso e 19,8% é obesa. Em Manaus, as estatísticas são ainda mais alarmantes, 21% dos homens está obeso e 25,7% das mulheres também apresentam o quadro. O estudo é da Associação Brasileira de para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) e indica que Manaus é a capital brasileira com maior índice de obesos.

Obesidade nas populações mais pobres

De acordo com o Atlas Global da Obesidade, o Brasil terá 41% de sua população obesa até 2035 se não houverem mudanças no enfrentamento das questões sociais. O estudo indica que existe uma relação clara entre o desenvolvimento econômico do país e as estatísticas da obesidade que afetam a população. Quanto menor poder de compra, maiores as proporções de cidadãos obesos.

Entre as razões para a expectativa do aumento da obesidade em países de baixo poder econômico estão:

  • a preferência pelo consumo de comidas altamente processadas;
  • sedentarismo;
  • falta de políticas públicas para controlar campanhas publicitárias e o fornecimento de alimentos ultra processados;
  • baixa disponibilização de recursos e serviços de gerenciamento de peso e educação da população a respeito da problemática.

Ainda de acordo com o estudo, além do Brasil, outros países como Índia, Paquistão, Indonésia, Nigéria, México e Turquia também apresentam a tendência de aumento na população obesa, principalmente entre crianças e adolescentes.

Obesidade na Amazônia 

A capital mais obesa do país sofre influências sociais e culturais que a trouxeram para a primeira posição no ranking de obesidade brasileiro. Segundo a nutricionista Dra. Tereza Beatriz Barbosa de Oliveira, a alimentação regional é rica em calorias. “A população da região norte possui o hábito de consumir grandes porções de goma no tacaca, as tapiocas, os mingaus, os bijus, pirão e os tubérculos da região para bolos e cremes. Esse hábito possibilita a obesidade., além da inserção de produtos industrializados em toda a área da Amazônia”, destacou a especialista.

A nutricionista explica que a obesidade não é uma patologia essencialmente desenvolvida na pobreza ou pela pobreza. Fatores como o aspecto genético, inflamações, maus hábitos de vida e má alimentação são os principais causadores da doença. No entanto, é necessário considerar o poder de compra da população mais carente em relação às suas escolhas alimentares. “Como uma pessoa com baixa renda pode pensar em comer manteiga ao invés de margarina que custa 1/4 do valor, quando pensar em substituir óleos comuns por azeite para inflamar menos? E por aí vai..”, explica a nutricionista.

Para a profissional, a solução para o enfrentamento da questão vem da educação e conscientização da população mais carente. Orientações simples, como comer grutas da estação, peixe, frango, porco, carnes, legumes, verduras e folhas cruas e cozidas são muito importantes.

Alimentos naturais

“Voltar a usar a gordura do porco que criam no quintal como antigamente. Fazer seus pães e quitutes a partir dos tubérculos que plantam ou que são produzidos na região. Em síntese, aceitar que quanto menos utilizarem os industrializados ou alimentos processados estarão se preservando e serão mais saudáveis. E deixar para consumir os demais alimentos, esporadicamente ou em ocasiões especiais. Seria mais econômico e mais saudável”, orienta a nutricionista.

As substituições de alimentos super processados por alimentos tradicionais também são recomendadas pela profissional. “Substituir o pacote de biscoito pelo bolinho de macaxeira, o óleo de cozinha pela gordura de porco, o macarrão por um prato de xibé de abóbora, usar o coquinho de urucum ao invés de comprar o saquinho com o pó são mudanças que todos nós podemos fazer”, explica Tereza.

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