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Líderes mundiais celebram aprovação do Acordo UE-Mercosul

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A aprovação final do aguardado Acordo UE-Mercosul desencadeou uma série de manifestações de chefes de Estado e autoridades diplomáticas ao redor do mundo. Após décadas de tratativas, o tratado comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia teve sua data de assinatura confirmada para o dia 17 de janeiro, no Paraguai.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o desfecho das negociações nesta sexta-feira (9). Em publicação nas redes sociais, Lula classificou o entendimento como uma “vitória do diálogo” e destacou a magnitude do pacto econômico.

“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, declarou o presidente brasileiro, enfatizando o papel da diplomacia na construção de pontes comerciais.

Repercussão na Europa e soberania estratégica

Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz também utilizou as redes sociais para exaltar a conclusão do processo. Para o líder alemão, o Acordo UE-Mercosul simboliza um fortalecimento da posição europeia no cenário global.

“O acordo é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação”, escreveu Merz. Ele ponderou, no entanto, sobre a morosidade do processo: “Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos. Precisamos avançar mais rápido”.

Apesar do clima de celebração, houve vozes dissonantes. O ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, lamentou a decisão, citando a falta de apoio da Itália para bloquear a medida e prometendo proteger os agricultores poloneses das “consequências desta decisão”.

Já a ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, demonstrou entusiasmo pessoal, mesmo diante do voto contrário de seu país nas instâncias formais. “Estou emocionada. Finalmente há uma maioria entre os Estados-membros da UE. Não é segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse, pois nossa economia e prosperidade se beneficiarão enormemente”, afirmou.

Oposição ao protecionismo e detalhes da assinatura

No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), analisou a aprovação como uma resposta necessária às tendências de isolamento econômico.

“Num mundo tentado pelo unilateralismo e pelo protecionismo, devemos redobrar a aposta na cooperação internacional. Celebro o acordo como um passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo”, pontuou o parlamentar.

A confirmação oficial da cerimônia de assinatura partiu do chanceler argentino, Pablo Quirno. Segundo o diplomata, o evento ocorrerá em solo paraguaio no dia 17 de janeiro, selando o que ele descreveu como o pacto “mais ambicioso entre ambos os blocos”.

Em negociação desde 1999, o Acordo UE-Mercosul envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O tratado prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre as regiões, criando uma zona de livre comércio que abrange mais de 700 milhões de consumidores.

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