Governo concentra esforços nos requerimentos mais antigos e pretende reduzir até setembro o estoque que chegou a superar 3,1 milhões no início do ano.
A fila do INSS deve cair para cerca de 1,3 milhão de requerimentos em setembro, segundo a meta estabelecida para acelerar a análise de benefícios previdenciários e assistenciais. O objetivo é eliminar principalmente o estoque de segurados que aguardam há mais tempo por uma resposta.
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No início de 2026, o volume total chegou a aproximadamente 3,1 milhões de requerimentos. Dados oficiais da Previdência mostram que, em fevereiro, eram 3.126.220 pedidos, considerando processos em análise pelo INSS e pela perícia médica, além daqueles que dependiam do cumprimento de exigências pelos segurados.
Desde então, o número vem recuando. Em junho, o próprio INSS informou que a fila havia alcançado 1,8 milhão de requerimentos, menor patamar em 21 meses. Desse total, 825 mil aguardavam havia menos de 45 dias, 555 mil superavam esse período e outros 451 mil dependiam de alguma providência do segurado, como a entrega de documentos.
Fila do INSS é alvo de esforço para reduzir espera
A estratégia tem concentrado atenção nos processos mais antigos, justamente aqueles em que os segurados enfrentam maior tempo de espera pela análise. A expectativa informada pelo governo é chegar a setembro com um estoque próximo de 1,3 milhão de pedidos.
Esse patamar corresponde aproximadamente ao volume de novos requerimentos que entram mensalmente no sistema. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou em agosto que cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios são protocolados a cada mês.
A redução ocorre após a ampliação do Programa de Gerenciamento de Benefícios. Em junho, uma medida provisória passou a incluir no monitoramento especial processos previdenciários e assistenciais em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.
Meta deve ser alcançada perto do primeiro turno
O prazo estabelecido pelo governo coloca a redução da fila próxima ao calendário eleitoral. A meta anunciada é chegar ao novo patamar em setembro, enquanto o primeiro turno das eleições de 2026 ocorre no mês seguinte.
Em junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia afirmado que a então nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, assumiu o compromisso de zerar a fila até setembro.
Na prática, zerar a fila não significa deixar o INSS sem nenhum requerimento em análise. O sistema recebe continuamente novos pedidos. A referência adotada pelo governo está relacionada à eliminação do estoque acumulado e à redução do tempo de espera, mantendo em tramitação principalmente os processos recentes ou aqueles que dependem de providências adicionais.
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