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ETF Amazônia é lançado pelo BTG para financiar negócios sustentáveis na região

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Novo fundo listado na B3 permite investimentos a partir de R$ 10 e reúne títulos de empresas com atuação na Amazônia Legal

O ETF Amazônia passou a integrar o mercado de capitais brasileiro nesta quarta-feira (12) com o lançamento do AMAB11, fundo de índice criado pelo BTG Pactual Asset Management para direcionar recursos a empresas e projetos ligados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. O produto foi listado na B3 e recebeu o selo da iniciativa “Amazônia Para Todos”, vinculada ao Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID).

Segundo o BTG, o AMAB11 é o primeiro ETF (Exchange Traded Fund, na sigla em inglês) brasileiro estruturado para reunir títulos de empresas com atuação relevante na Amazônia Legal, permitindo que investidores tenham acesso ao produto com aplicações a partir de R$ 10.

ETF Amazônia reúne Amazon Bonds, debêntures e títulos públicos

A carteira do fundo foi estruturada com três grupos de ativos: Amazon Bonds emitidos de acordo com as diretrizes do Grupo BID, debêntures de empresas com atuação significativa na Amazônia Legal e títulos públicos federais brasileiros.

Atualmente, o índice de referência do ETF pode acessar debêntures de cerca de 20 emissores e dois Amazon Bonds. A estratégia prevê que novos títulos desse tipo sejam incorporados ao fundo à medida que forem emitidos, com o objetivo de estimular a criação de novos instrumentos financeiros voltados à região amazônica.

Entre os setores considerados estratégicos para a composição da carteira estão energia, saneamento, telecomunicações, saúde e educação, áreas apontadas como relevantes para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

Fundo tem taxa de 0,40% ao ano e liquidez em D+1

O AMAB11 possui rebalanceamento trimestral, taxa de administração de 0,40% ao ano e liquidez em D+1, segundo informações divulgadas pelo BTG.

O banco também informou que o ETF segue características tributárias comuns a fundos de índice, como ausência de IOF e de come-cotas, além de tributação de 15% sobre os ganhos de capital.

Grupo BID concede selo, mas não participa da gestão do fundo

O produto foi desenvolvido no âmbito da iniciativa Amazônia Para Todos, integrada ao programa Amazônia Sempre, do Grupo BID. A instituição concede o selo ao ETF, mas informou que não participa da gestão, das decisões de investimento nem garante o desempenho ou os resultados do fundo.

Para o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, o lançamento amplia o acesso de pequenos investidores ao financiamento de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Em declaração divulgada durante a cerimônia de lançamento, Goldfajn afirmou que o ETF representa um passo para democratizar o acesso a investimentos relacionados à região amazônica e pode incentivar outras instituições brasileiras a desenvolver instrumentos financeiros semelhantes.

Mercado de ETFs segue em expansão no Brasil

O lançamento do ETF Amazônia ocorre em um momento de crescimento da indústria brasileira de fundos de índice. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam que o segmento já ultrapassa R$ 120 bilhões em ativos sob gestão e se aproxima de 1 milhão de investidores.

A plataforma de ETFs do BTG Asset também registrou expansão nos últimos meses. De acordo com a instituição, o volume de ativos sob gestão passou de aproximadamente R$ 1 bilhão em dezembro de 2024 para mais de R$ 20 bilhões em junho de 2026, com uma base superior a 100 mil investidores.

O CEO do BTG Pactual Asset Management, Rubens Henriques, afirmou que o AMAB11 busca aproximar o mercado de capitais da Amazônia por meio de uma estratégia voltada à sustentabilidade, combinando acesso facilitado, transparência e estrutura tributária típica dos ETFs.

O Grupo BID reiterou que o selo Amazônia Para Todos integra o programa Amazônia Sempre, iniciativa regional voltada à mobilização de financiamento, conhecimento e parcerias para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

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