O Ministério da Educação (MEC) inicia, nesta segunda-feira, 15 de junho, o período de inscrições para o Sisu+, uma etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada. A iniciativa, regulamentada pelo Edital nº 36/2026, busca otimizar a ocupação de vagas remanescentes em instituições públicas de ensino superior para o segundo semestre letivo. Os candidatos interessados têm até o dia 19 de junho para manifestar interesse por meio do Portal de Acesso Único.
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A criação dessa nova fase integra um esforço contínuo de aprimoramento do Sisu, acompanhando as recentes atualizações da Lei de Cotas e as modernizações na infraestrutura do sistema de inscrição. De acordo com as análises preliminares do MEC, a etapa regular deste ano já demonstrou um avanço significativo nas taxas de preenchimento de vagas em diversas universidades e institutos federais, inclusive em graduações que historicamente registravam baixa procura. O objetivo do projeto complementar é consolidar esses resultados positivos.
Como funciona a seleção do Sisu+ 2026
Para concorrer às vagas disponíveis nesta fase, os estudantes devem cumprir requisitos específicos estabelecidos pelo governo federal. É necessário ter participado de pelo menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, obrigatoriamente, ter se inscrito na etapa regular do processo seletivo deste ano.
Confira o cronograma do Sisu+ 2026

O sistema selecionará automaticamente a edição do exame que garantir a maior média ponderada ao candidato, considerando os critérios e pesos preestabelecidos para o curso escolhido. Durante o procedimento no portal, cada estudante poderá indicar até duas opções de curso, especificando a instituição, o local de oferta e o turno de sua preferência, organizados por ordem de prioridade.
Fortalecimento das instituições públicas de ensino
A nova ferramenta de seleção foi desenvolvida para apoiar a organização das ofertas acadêmicas em um ambiente virtual que já é familiar tanto para os estudantes quanto para as administrações universitárias. A adesão ao programa é restrita às instituições públicas e gratuitas que participaram da chamada regular do processo seletivo e que formalizaram o interesse por meio do termo de adesão específico.
Historicamente, muitas universidades recorrem a editais próprios e sucessivos para preencher vagas ociosas, o que costuma gerar dispersão de calendários, custos administrativos elevados e menor visibilidade das oportunidades. Com a centralização do processo, o MEC espera mitigar essas dificuldades e padronizar os procedimentos de ingresso.
Foco em licenciaturas e engenharias no interior
A expectativa do ministério é que o sistema unificado seja um aliado estratégico para o preenchimento de vagas em áreas consideradas prioritárias pelo governo federal, como os cursos de engenharia, licenciaturas e demais setores associados a políticas públicas de desenvolvimento econômico e social.
Além disso, a plataforma digital deve ampliar consideravelmente a visibilidade de vagas remanescentes localizadas em campus do interior do país, fora dos grandes centros urbanos. Ao unificar a divulgação, o programa democratiza o acesso e permite que estudantes de diferentes regiões tomem conhecimento das oportunidades disponíveis em todo o território nacional.
Com informações de Ministério da Educação
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