A nona rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (10) trouxe o placar de sempre no alto, Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 44% num eventual segundo turno. Porém, quando os eleitores dos nomes menores são levados a escolher entre os dois finalistas, eles não se espalham. Escorrem para Flávio. Dos que votam em Zema, 60% migram para o senador, ante 51% dos eleitores de Caiado e 47% dos de Renan Santos, contra 15%, 22% e 15% que vão para Lula. Só Samara Martins, com 61% para o petista, e Augusto Cury, dividido quase ao meio, escapam da regra.
A terceira via, que muitos consideram morta, funciona na prática como reserva bolsonarista. É por isso que Flávio, e não Lula, fecha a diferença do primeiro para o segundo turno.
O desejo por um nome que não seja apoiado nem por Lula nem por Jair Bolsonaro bateu 24% nesta rodada, quase o dobro dos 11% de março. A oferta segue travada nos mesmos 16% somados no primeiro turno. Querer uma alternativa virou consenso, e sustentar uma continua raro, como mostra a certeza de voto de quem hoje escolhe Caiado, 38%, ou Zema, 34%, diante dos 80% de Lula e dos 83% de Flávio.


