Pré-candidato afirmou que o presidente brasileiro “cavou o pênalti com muita força” ao confrontar Donald Trump e disse ter tentado adiar a cobrança para 2027.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros. Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (16), que Lula provocou repetidamente o presidente norte-americano, Donald Trump.
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Segundo o parlamentar, o governo brasileiro teria adotado uma postura “antiamericana” e buscado transformar o conflito comercial com os Estados Unidos em uma estratégia eleitoral. Flávio também declarou que Lula e integrantes do atual governo teriam xingado Trump mais de 62 vezes.
A manifestação ocorreu após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) oficializar a cobrança adicional sobre produtos do Brasil. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação aberta em julho de 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
Flávio Bolsonaro atribui tarifa à postura de Lula
No vídeo, o senador utilizou uma metáfora futebolística para sustentar que o presidente brasileiro teria criado as condições políticas para a adoção da medida comercial.
“O Lula cavou o pênalti com muita força”, declarou Flávio Bolsonaro.
De acordo com o pré-candidato, Lula teria insistido em confrontar Trump e o governo dos Estados Unidos mesmo diante da possibilidade de uma resposta econômica. O senador afirmou ainda que o presidente brasileiro teria buscado a imposição das tarifas por acreditar que poderia explorar seus efeitos durante a disputa eleitoral.
“Ele queria, ele almejou essas tarifas aí a todo custo, né, porque ele acha que conseguindo a tarifa para o Brasil, ele tentou, conseguiu, ele conseguiria ter um efeito eleitoral a favor dele sobre isso”, afirmou.
Flávio também chamou Lula de “antiamericano” ao comentar a condução da política externa e a relação do governo brasileiro com a administração de Donald Trump.
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Senador diz ter tentado adiar cobrança para 2027
Flávio Bolsonaro afirmou que tentou convencer o governo dos Estados Unidos a adiar a aplicação da tarifa até 2027. Na avaliação apresentada pelo senador, a medida poderia ser revista depois da posse do presidente que vier a ser eleito no Brasil neste ano.
No último dia 7, o parlamentar participou de uma audiência pública promovida pelo USTR. Segundo Flávio, ele se posicionou “contra as tarifas e contra o Lula” durante a sessão.
Na ocasião, o pré-candidato também afirmou que seria a “única chance” do Brasil de evitar o chamado tarifaço norte-americano.
Produtos brasileiros atingidos pela medida
A tarifa adicional de 25% incide sobre determinados produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Conforme as informações divulgadas pelo governo norte-americano, alguns setores foram incluídos entre as exceções.
Estão fora da cobrança adicional produtos como carne bovina, suco de laranja, aeronaves, peças aeronáuticas e itens do setor energético.
A investigação que resultou na aplicação da tarifa foi aberta em julho de 2025 pelo USTR. O procedimento utilizou como base a Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, mecanismo que permite ao governo norte-americano investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.
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