Concentração de partículas finas atingiu 401,4 microgramas por metro cúbico neste sábado (17); Prefeitura mantém suspensão de atividades ao ar livre até domingo (18)
A qualidade do ar em Manaus atingiu nível péssimo neste sábado (17), segundo alerta da Defesa Civil municipal. A concentração de micropartículas na atmosfera chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³), em meio à fumaça das queimadas que encobre a capital amazonense há semanas. Para comparação, a qualidade do ar é considerada boa quando o índice de partículas fica abaixo de 15 µg/m³.
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Diante do cenário, a Prefeitura de Manaus mantém a suspensão de atividades ao ar livre, anunciada no dia 11 e válida até este domingo (18). A medida foi adotada como forma de reduzir a exposição da população à poluição atmosférica e prevenir problemas de saúde.
Fumaça em Manaus representa risco à saúde pública
De acordo com a Prefeitura, a elevada concentração de partículas finas representa um risco à saúde pública. Entre os grupos mais vulneráveis estão crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias.
Para diminuir os efeitos da exposição à fumaça, a recomendação é evitar atividades ao ar livre, manter portas e janelas fechadas durante os períodos de maior concentração de fumaça, beber bastante água e utilizar máscaras dos modelos PFF2 ou N95 ao sair de casa.
A orientação também é procurar atendimento médico com urgência em caso de falta de ar intensa, dor no peito ou dificuldade para respirar.
Em nota, a administração municipal informou que acompanha continuamente as condições atmosféricas e que a retomada das atividades suspensas dependerá da evolução da qualidade do ar.
“A Prefeitura de Manaus mantém o monitoramento contínuo da qualidade do ar e reforça que a retomada das atividades será definida com base na evolução das condições ambientais, adotando as medidas preventivas necessárias para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar da população”, comunicou o órgão.
Queimadas no interior do Amazonas contribuem para a fumaça
Segundo a Prefeitura, a fumaça que atinge Manaus é proveniente de queimadas registradas no interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana.
Desde o início de outubro, o Amazonas e o Pará enfrentam aumento das queimadas, em um cenário que combina incêndios florestais e condições climáticas desfavoráveis. No Amazonas, 36 municípios tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal em razão dos incêndios que atingem a floresta.
O fenômeno climático El Niño também tem contribuído para agravar as condições favoráveis à propagação do fogo.
Polícia investiga possível ação coordenada nos incêndios
Na sexta-feira (16), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que as autoridades policiais investigam a possibilidade de atuação criminosa coordenada nos incêndios que atingem a Amazônia.
Segundo o ministro, as investigações também apuram uma possível motivação eleitoral para as ações.
Na terça-feira (13), o governo federal e os governos do Amazonas e do Pará foram alvo de uma determinação judicial para prestar esclarecimentos sobre as medidas adotadas para conter a crise provocada pelas queimadas.
Enquanto as investigações avançam, a fumaça continua afetando a qualidade do ar em Manaus, reforçando a necessidade de medidas preventivas para proteger a saúde da população e reduzir os riscos associados à poluição atmosférica.
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