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Cheia dos rios do Amazonas entra em fase de estabilização, aponta SGB

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A cheia dos rios do Amazonas apresenta sinais consistentes de estabilização, segundo o mais recente boletim hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O monitoramento mostra que os níveis do Rio Negro e do Rio Solimões seguem próximos do comportamento esperado para esta época do ano, indicando uma cheia de magnitude média e um cenário menos crítico do que o observado em eventos históricos recentes.

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Os dados, consolidados até terça-feira (23), servem de base para orientar ações das Defesas Civis e de gestores públicos nos municípios monitorados. Embora alguns rios permaneçam acima das cotas de inundação, o avanço das águas perdeu força e, em diversas localidades, os níveis já apresentam estabilidade ou iniciaram a vazante.

Cheia dos rios do Amazonas mantém tendência de estabilidade

Em Manaus, o Rio Negro registrou cota de 28,49 metros e permaneceu estável nas últimas 24 horas. Apesar de seguir acima da cota de inundação, fixada em 27,50 metros, o comportamento observado pelo SGB está muito próximo da média histórica para o período.

Situação semelhante foi registrada em Manacapuru, no Rio Solimões. A cota permaneceu em 19,11 metros, também sem variação no último dia. O nível continua acima da marca de inundação de 18,20 metros, mas sem indicativos de novo avanço da enchente.

Já em Itacoatiara, no Rio Amazonas, houve redução de um centímetro nas últimas 24 horas. A cidade registra nível de 13,78 metros, abaixo da cota de inundação de 14 metros. Segundo o monitoramento, a probabilidade de o rio atingir esse limite é inferior a 1%.

Em Parintins, o Rio Amazonas manteve estabilidade com cota de 8,18 metros. O nível permanece abaixo da marca de inundação, de 8,43 metros, e o risco de evolução para um cenário mais severo é considerado muito baixo.

Comportamento varia entre as principais bacias

A análise hidrológica do SGB mostra que a desaceleração da enchente ocorre em praticamente toda a Bacia do Rio Negro. Nas estações localizadas a montante, como São Gabriel da Cachoeira e Barcelos, a elevação acumulada na última semana foi de apenas 18 centímetros e 10 centímetros, respectivamente. Em Manaus, a alta foi ainda menor, de cinco centímetros, consolidando o processo de estabilização.

Na Bacia do Rio Solimões, o comportamento já é diferente nas áreas mais altas do curso. Em Tabatinga, o rio iniciou uma vazante mais intensa, acumulando queda de 1,18 metro na última semana. Já na parte baixa da bacia, municípios como Itapéua, em Coari, e Manacapuru registraram oscilações discretas, de apenas quatro centímetros ao longo dos últimos sete dias.

O Rio Amazonas também apresenta comportamento considerado normal para esta época do ano, com pequenas variações e predominância de estabilidade ao longo do curso principal.

Déficit de chuvas acende alerta para o segundo semestre

Embora o cenário atual seja de estabilização da cheia, o SGB chama atenção para outro fator que passa a ganhar importância nos próximos meses. O encerramento da estação chuvosa na Amazônia Ocidental foi marcado por déficit generalizado de precipitação em bacias importantes, como as dos rios Coari, Juruá, Jutaí, Madeira e no próprio curso principal do Rio Solimões.

Esse quadro reforça a necessidade de acompanhamento contínuo das estações localizadas no Alto Solimões, especialmente em Tabatinga, onde a vazante já ocorre de forma acentuada.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, esse comportamento hidrológico exige planejamento antecipado por parte dos órgãos públicos diante da possibilidade de estresse hídrico severo e de uma estiagem extrema durante o segundo semestre de 2026.

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