O Festival de Parintins se consolidou como um dos maiores motores econômicos da Região Norte do Brasil. Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box, revelou que 46% dos participantes planejam trabalhar durante o evento deste ano. O principal objetivo desse público é utilizar a festividade cultural para complementar a renda familiar e reorganizar as finanças pessoais.
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O levantamento, que é o primeiro estudo da empresa focado especificamente na realidade socioeconômica da Região Norte, aponta o forte impacto do evento no orçamento local. De acordo com os dados coletados, 53% dos trabalhadores temporários estimam que o ganho obtido durante as apresentações dos bois Caprichoso e Garantido vai gerar um aumento superior a 40% na renda mensal. Além disso, 56% dos entrevistados calculam que o faturamento individual deve superar a marca de R$ 1 mil.
Para uma parcela significativa dos entrevistados, a atividade temporária representa um alívio financeiro essencial. Cerca de 40% dos participantes afirmaram que a ausência desses recursos extras causaria um impacto alto no orçamento, comprometendo diretamente o pagamento de contas básicas e despesas essenciais do dia a dia.
Objetivos financeiros e novos trabalhadores no Festival de Parintins
A busca por oportunidades de trabalho durante o evento está atrelada a metas financeiras claras. O desejo de complementar a renda para as despesas cotidianas lidera os objetivos, sendo citado por 36% dos que pretendem trabalhar. Logo em seguida, aparecem a intenção de limpar o nome e quitar dívidas atrasadas, ambas com 34% e 28% das menções, respectivamente. A construção de uma reserva financeira também foi apontada por 28% dos entrevistados.
O estudo também joga luz sobre o perfil desses trabalhadores. A maioria está diante de uma nova experiência de mercado, já que 66% dos que vão atuar no evento trabalharão na festividade pela primeira vez. Por outro lado, 15% relatam que essa é uma atividade recorrente em suas rotinas anuais, enquanto 19% afirmam já ter trabalhado em edições anteriores de forma pontual.
Setores mais beneficiados pela movimentação econômica
A injeção de capital gerada pelo espetáculo dos bois bumbás movimenta uma cadeia diversificada de serviços na Ilha de Tupinambarana. Entre as funções mais procuradas por quem busca uma colocação temporária, a venda de alimentos se destaca com 31% das preferências. Os postos de trabalho em hotéis, lojas e restaurantes atraem 25% dos trabalhadores, enquanto funções operacionais ligadas à estrutura, como montagem, segurança, limpeza e atendimento, respondem por 23%.
A percepção de que o evento impulsiona a economia local é quase unânime, atingindo 97% de aprovação entre os entrevistados. Quando questionados sobre os setores que mais absorvem esse fluxo financeiro, o público apontou a hospedagem em primeiro lugar, com 53%. O segmento de alimentação e bebidas aparece logo atrás, com 48%, seguido de perto pelo turismo e passeios locais com 41%, transporte com 41% e o comércio informal com 38%.
Planejamento e o desafio do endividamento no consumo
Embora o festival represente uma janela de ganhos, o comportamento dos consumidores exige atenção e planejamento. A pesquisa mostra que 85% dos participantes afirmam se organizar financeiramente com antecedência para curtir a festa. As principais estratégias adotadas incluem a redução de gastos cotidianos (41%), a diminuição de despesas com outros eventos (40%) e a busca por fontes complementares de rendimentos (37%).
Apesar do esforço de organização, os limites financeiros ainda impõem barreiras ao público. O levantamento indica que 77% dos consumidores já deixaram de comparecer ou reduziram o tempo de permanência na cidade por questões econômicas. Além disso, 49% admitiram já ter contraído dívidas em edições passadas. Para a festa atual, 40% pretendem utilizar o limite do cartão de crédito e 22% cogitam contratar empréstimos pessoais para arcar com os custos.
Em termos de projeção de gastos, 45% dos participantes planejam desembolsar valores acima de R$ 1 mil. O consumo de alimentação e bebidas lidera a lista de despesas pretendidas com 34%, seguido por atrações turísticas com 17%, hospedagem com 14% e transporte com 10%. Na preferência dos meios de pagamento, o Pix é a escolha principal para 32% dos usuários, seguido pelo cartão de crédito parcelado, opção escolhida por 28% dos consumidores locais e turistas.
Veja o estudo completo
Com informações de: Serasa Comportamento
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