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CNJ regulamentará fim da aposentadoria como punição, diz Fachin

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve editar, no prazo de 30 dias, as novas regras para a aplicação da decisão judicial que extinguiu a aposentadoria como punição máxima para magistrados no Brasil. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (29) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio conselho, ministro Edson Fachin, durante cumprimento de agenda institucional em Manaus. A medida ocorre em alinhamento com o recente entendimento firmado pela Suprema Corte sobre o tema.

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A iniciativa visa regulamentar a transição dos procedimentos disciplinares após a Primeira Turma do STF confirmar a diretriz relatada pelo ministro Flávio Dino. De acordo com o presidente do órgão, a regulamentação busca conferir efetividade imediata ao julgamento e fortalecer os mecanismos de responsabilização administrativa e disciplinar de juízes e desembargadores que cometerem faltas graves no exercício de suas funções.

O posicionamento do STF sobre a aposentadoria como punição

Durante seu pronunciamento, o ministro Edson Fachin destacou a importância de adequar os normativos internos da magistratura ao novo entendimento constitucional. O magistrado ressaltou que a aplicação das penalidades deve cumprir seu papel estrito de sanção jurídica, afastando distorções na percepção pública sobre as correções disciplinares aplicadas aos membros do Poder Judiciário.

A manifestação do presidente ocorre após a Primeira Turma do STF rejeitar, na última terça-feira (26), um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O colegiado manteve a decisão monocrática anterior, que retirou a modalidade de jubilação compulsória com vencimentos proporcionais do topo da pirâmide das sanções administrativas aplicáveis aos magistrados brasileiros.

Impactos da Reforma da Previdência na magistratura

A fundamentação jurídica que embasou a mudança tem como pilar a Emenda Constitucional 103, promulgada em 2019 como a Reforma da Previdência. Sob a ótica do relator da matéria, ministro Flávio Dino, as alterações promovidas no texto constitucional removeram o suporte legal que permitia a utilização do afastamento remunerado em caráter punitivo.

A tese acolhida pela Suprema Corte define que o sistema previdenciário atual passou a tratar os proventos de inatividade estritamente como um benefício previdenciário e de proteção social, inviabilizando sua aplicação como modalidade de reprimenda disciplinar. Em virtude disso, a perda definitiva do cargo público assumiu a posição de penalidade máxima no espectro de corregedoria para infrações de alta gravidade.

Próximos passos e a transição regulatória

Com o fim da antiga modalidade de sanção, criticada historicamente por manter o pagamento de vencimentos proporcionais ao tempo de serviço ao magistrado afastado, o CNJ atua para padronizar os novos processos de destituição de cargo em âmbito nacional. O ato normativo previsto para os próximos dias detalhará como os tribunais regionais e estaduais devem proceder na condução dos novos processos administrativos disciplinares.

A expectativa do Judiciário é que o novo arcabouço normativo encerre o debate acerca do tema, unificando a jurisprudência e garantindo que as penalidades aplicadas guardem estrita consonância com os princípios da moralidade e da eficiência que regem a administração pública.

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