O Amazonas terá segundo turno na disputa pelo governo do Estado. Um levantamento do O Globo divulgado nesta segunda (28) confirmou o que as pesquisas vinham apontando: Omar Aziz (PSD) e Roberto Cidade (União Brasil) chegam ao pleito em empate técnico quase perfeito — 27,9% versus 27,1%, diferença de apenas 0,8 ponto percentual, dentro da margem de erro. Enquanto pelo menos 11 estados têm altas chances de resolver a disputa pelo governo já no primeiro turno, incluindo São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o Amazonas segue como um dos três únicos estados com segurança inequívoca para ir a segundo turno junto com Espírito Santo e Mato Grosso.
Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Pontual, Omar Aziz (PSD) aparece com 27,9% das intenções de voto e Roberto Cidade (União Brasil) com 27,1%, uma diferença de apenas 0,8 ponto percentual. Dentro da margem de erro de 1,79pp, os dois são estatisticamente iguais. Isso significa que qualquer oscilação residual, qualquer movimento de voto nos últimos dias pode inverter as posições. A campanha no estado passa, portanto, a ser determinada por dinâmicas que escapam aos números agregados: mobilização de bases, voto útil, e como cada candidato consegue capturar os indecisos nos dias finais.
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O contraste com a maioria dos outros estados é grande. Onde há disputa concentrada em dois nomes, como em São Paulo, Bahia e Ceará, alguém já tem margem suficiente para vencer no primeiro turno. No Amazonas, o padrão se inverte já há dois nomes competitivos de forças praticamente equivalentes, e nenhum deles tem números suficientes para liquidar a questão em 2 de outubro.
Para a campanha nos últimos seis dias, a disputa passa a ser por milímetros. Cada décimo de ponto percentual no levantamento de domingo pode representar uma posição invertida na chapa final. Com o eleitorado praticamente congelado nacionalmente (87% dos brasileiros já decidiram seu voto para a presidência) o Amazonas segue como um dos poucos espaços onde há fluidez real de votos. Aziz e Cidade disputam um restante de eleitores ainda em movimento, e a campanha local será resolvida nesse nicho irredutível.
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