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Pesquisa revela contaminação da água em Parintins por esgoto

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Estudo destaca questões preocupantes sobre saneamento e preservação ambiental na cidade

Uma pesquisa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizada pelo Mestrado Profissional em Rede de Recursos Hídricos (ProfÁgua), identificou contaminação em poços de água em Parintins, a 369 km de Manaus. Utilizando equipamentos do Laboratório de Qualidade das Águas da UEA, os pesquisadores detectaram níveis alarmantes de alumínio, amônia e nitrato.

Esses indicadores apontam para uma contaminação recente por esgotos domésticos, o que pode resultar em problemas de saúde como a metemoglobinemia, especialmente em crianças menores de dois anos. Além disso, a ausência de cloro livre nas amostras de água, essencial para a segurança microbiológica, deixa o sistema vulnerável a bactérias nocivas e coliformes fecais.

Saneamento em alerta

Relatórios da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) corroboram os achados da UEA, revelando que 22 dos 26 poços analisados em Parintins estão contaminados. A água contém poluentes como amônia, manganês, ferro, nitrato e alumínio, além de coliformes totais e fecais, tornando-a inadequada para consumo segundo a Portaria 05/2017 do Ministério da Saúde.

Ações em andamento

O Prof. Dr. José Camilo, coordenador do ProfÁgua, destacou a parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) para monitorar e melhorar a qualidade da água. Um convênio recente permitirá o acompanhamento contínuo dos níveis de contaminação e a implementação de medidas corretivas.

Fonte de abastecimento e riscos

O Aquífero Alter do Chão, principal fonte de água para Parintins, é um dos maiores aquíferos do mundo. No entanto, estudos do Serviço Geológico Nacional (SGB-CPRM) apontam riscos de contaminação devido a poços abandonados e mal construídos.

Soluções propostas

Em audiência pública, a equipe do ProfÁgua sugeriu a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) para utilizar água do rio Amazonas, que receberia tratamento adequado. A proposta inclui também a perfuração de novos poços de reserva, com acompanhamento técnico da CPRM.

Conclusão

As pesquisas da UEA são cruciais para a saúde da população de Parintins e a preservação dos recursos hídricos da Amazônia. “Esse trabalho é essencial para garantir água de qualidade para o povo parintinense”, afirmou o reitor da UEA, Prof. Dr. André Luiz Nunes Zogahib.

*Com informações da Assessoria

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