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Calor extremo na Europa provoca fechamento da Torre Eiffel

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Países adotam medidas emergenciais para proteger população do calor extremo; França, Itália e Portugal estão em alerta vermelho

A Europa vive mais uma intensa onda de calor neste verão, com temperaturas que ultrapassam os 45 °C em diversos países. Espanha, Portugal, França, Itália e Grécia registraram temperaturas recordes no fim de semana, forçando governos locais a adotar medidas emergenciais para minimizar os impactos da alta nas temperaturas.

Torre Eiffel tem funcionamento alterado por causa do calor

Em Paris, a icônica Torre Eiffel teve o topo fechado nos dias 1º e 2 de julho como medida preventiva. A alteração no funcionamento foi informada no site oficial do monumento, que também passou a encerrar suas atividades mais cedo. Nos dias de calor extremo, a última entrada é permitida até 14h30.

O comunicado recomenda que os visitantes se mantenham hidratados, usem proteção solar e, se possível, adiem a visita. A decisão reflete o esforço de autoridades locais para proteger a população e os turistas durante o pico da onda de calor.

Alerta máximo em Portugal e restrições ao trabalho na Itália

Em Portugal, cidades como Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre estão em alerta vermelho, inclusive durante o período noturno. O país também emitiu alerta de risco elevado para incêndios florestais, principalmente em regiões rurais.

Na Itália, está proibido o trabalho ao ar livre entre 12h e 16h em regiões como Vêneto, Emília-Romanha, Abruzzo e Lombardia, com a medida podendo se estender até setembro, dependendo das condições climáticas.

Recordes de temperatura em vários países

Nos últimos dias, os termômetros chegaram a:

  • 46 °C na Espanha

  • 45,5 °C em Portugal

  • 42,7 °C na Grécia

  • 40 °C na Itália

Meteorologistas explicam que o fenômeno é causado por uma “cúpula de calor” — um sistema de alta pressão que mantém o ar quente e seco próximo à superfície. Em 2025, essa cúpula está sendo intensificada por ventos vindos do norte da África, o que aumenta ainda mais o calor.

Crise climática e futuro preocupante

De acordo com a Météo-France, ondas de calor como essa podem se multiplicar por 10 até o final do século se não houver redução significativa nas emissões de gases do efeito estufa.

Em 2022, uma onda de calor similar causou a morte de mais de 60 mil pessoas na Europa, segundo estudo da Nature Medicine. Já em 2024, o mundo registrou o ano mais quente da história, com desastres climáticos que causaram prejuízos acima de US$ 300 bilhões.

Leia mais:
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