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Veja quem são os empregadores do AM na ‘lista suja’ do trabalho escravo

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Quatro empregadores do Amazonas foram incluídos na nova atualização da “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O documento traz 159 nomes em todo o país, entre 101 pessoas físicas e 58 jurídicas, um aumento de 20% em relação à última atualização.

Entre os empregadores amazonenses está Adalcimar de Oliveira Lima, de Lábrea, no sul do estado. Segundo o MTE, ele submeteu 11 trabalhadores a condições degradantes em uma área localizada às margens da Floresta Nacional do Iquiri, em 2020.

Outros três nomes do Amazonas também aparecem na lista:

  • Gilcimar Modesto da Silva – Submeteu dois trabalhadores a condições degradantes em uma fábrica de móveis, na BR-174, km 82, zona rural de Manaus, em 2023;

  • Haroldo Jatahy de Castro – Submeteu um trabalhador a condições degradantes na casa onde morava, em Manaus, em 2024;

  • Maria das Graças dos Santos Level – Submeteu um trabalhador a condições degradantes em residência particular, em 2023.

A “lista suja” é publicada semestralmente, em abril e outubro, para dar visibilidade às ações de fiscalização do governo no combate ao trabalho escravo. Criada em 2004, a lista passou por impasses durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até ter sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os nomes são incluídos somente após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso. Cada empregador permanece na lista por dois anos, mas uma portaria publicada em julho de 2024 passou a permitir retirada antecipada — desde que o infrator indenize as vítimas com pelo menos 20 salários mínimos e invista em programas de apoio aos trabalhadores resgatados.

Quem firma esse tipo de acordo passa a integrar o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta, podendo retornar à “lista suja” caso descumpra os compromissos ou volte a praticar irregularidades.

Como denunciar trabalho escravo

Denúncias podem ser feitas de forma anônima e online pelo Sistema Ipê, plataforma criada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Basta acessar o sistema, relatar o caso e fornecer o máximo de informações possíveis para que as equipes de fiscalização possam investigar.

*Com informações do G1

Leia mais:
Explicando: O que é a lista suja do trabalho escravo?

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