Uma pesquisa pioneira realizada no estado está desenvolvendo Microgeradores piezoelétricos capazes de transformar vibrações do ambiente, como vento e chuva, em energia elétrica estão sendo desenvolvidos para alimentar sensores de monitoramento remoto em regiões isoladas da Amazônia. A iniciativa integra a pesquisa “Desenvolvimento de microgeradores para alimentação de sensores de monitoramento remoto na Amazônia”, apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
O estudo tem como foco a criação de dispositivos autossuficientes, sustentáveis e de baixo custo, utilizando materiais poliméricos e cerâmicos livres de chumbo. A proposta busca contribuir para o avanço da geração distribuída de energia e para o fortalecimento da infraestrutura científica voltada ao monitoramento ambiental e energético na região amazônica.
Pesquisa é coordenada pela Ufam e apoiada pela Fapeam
A pesquisa é coordenada pelo doutor em Ciências Físicas, Yurimiler Leyet Ruiz, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e recebeu apoio por meio do Programa de Apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação em Áreas Prioritárias para o Estado do Amazonas (CT&I Áreas).
Durante o projeto, foram produzidos e testados protótipos iniciais de microgeradores piezoelétricos, capazes de gerar tensões na faixa de milivolts a partir de excitação mecânica controlada. Os dispositivos foram desenvolvidos com foco em aplicações práticas para sensores autônomos em ambientes de difícil acesso.
Parcerias nacionais e internacionais fortalecem a pesquisa
Ao longo da execução do estudo, foram consolidadas parcerias com instituições nacionais e internacionais, que contribuíram com métodos avançados de deposição de materiais e polarização dielétrica. Além disso, foram desenvolvidos modelos de acoplamento eletromecânico voltados à aplicação dos microgeradores em sensores autônomos utilizados na Amazônia.
Segundo o coordenador do projeto, os resultados representam um avanço pioneiro na criação de tecnologias de conversão de energia adaptadas às condições ambientais da região, integrando ciência dos materiais, engenharia e sustentabilidade.
“Além do desenvolvimento de microgeradores, a pesquisa busca consolidar uma base científica regional capaz de gerar soluções inovadoras para desafios locais, como o acesso à energia e o monitoramento ambiental”, afirmou Yurimiler Leyet Ruiz.
Aplicações incluem monitoramento ambiental e energético
Os microgeradores desenvolvidos permitem a alimentação autônoma de sensores em áreas onde o acesso à eletricidade é limitado. A tecnologia pode ser aplicada em ações de vigilância climática, controle do desmatamento, monitoramento da qualidade da água e operação de sistemas inteligentes de energia.
Para o desenvolvimento e avaliação dos dispositivos, a pesquisa utilizou equipamentos de síntese, caracterização e testes eletromecânicos de materiais avançados, considerados essenciais para validar o desempenho dos microgeradores.
Formação de pesquisadores e fortalecimento da ciência regional
O projeto também contribuiu para a qualificação de recursos humanos na fronteira da ciência dos materiais e da engenharia aplicada, além de fortalecer a infraestrutura científica regional e estimular a inovação tecnológica, com foco em sustentabilidade e inclusão energética para comunidades amazônicas.
A expectativa, segundo o coordenador, é que, a longo prazo, os protótipos evoluam para microgeradores piezoelétricos mais eficientes, duráveis e de baixo custo, capazes de operar em campo e integrar redes inteligentes e sistemas de coleta de dados remotos.
Fapeam é apontada como estratégica para inovação na Amazônia
Yurimiler Leyet Ruiz destacou que o apoio da Fapeam é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas de grande impacto na Amazônia, permitindo a disseminação de conhecimento e tecnologias voltadas às demandas locais.
“O investimento da Fundação representa um incentivo estratégico para o fortalecimento da pesquisa científica na Amazônia, permitindo que tecnologias desenvolvidas na região sejam aplicadas às suas próprias demandas”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que o apoio da Fapeam garante a continuidade das atividades do Laboratório de Processamento de Materiais da Ufam e contribui para a interiorização da ciência e o desenvolvimento tecnológico do Amazonas.
O edital do programa CT&I Áreas Prioritárias apoia propostas de pesquisa científica, tecnológica, de inovação ou transferência de tecnologia, coordenadas por pesquisadores residentes no Amazonas e vinculados a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, com foco no fortalecimento do ecossistema científico, tecnológico e de inovação do estado.
Leia mais:
Índia lança Satélite Bluebird de 6 toneladas ao espaço
Brasileiros desenvolvem método inovador para tornar a IA acessível
Governo sanciona crédito suplementar de R$ 14,4 bi para impulsionar inovação e saúde
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

