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Suframa acompanha novo projeto de cera líquida na fábrica da Rubi

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Autarquia realizou visita técnica à unidade na zona Oeste de Manaus para verificar a diversificação da linha produtiva e a manutenção de empregos no polo industrial.

A Suframa realizou, nesta quarta-feira (21), uma visita técnica estratégica à filial da Rubi Indústria de Velas da Amazônia Ltda, situada no bairro do Lírio do Vale, na zona Oeste de Manaus. A ação faz parte da agenda institucional da Autarquia, que tem como objetivo estreitar o relacionamento com as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e acompanhar de perto a evolução dos projetos industriais aprovados. Esta inspeção marca o segundo encontro oficial entre as entidades, sucedendo a visita ocorrida em maio de 2024 na matriz da empresa, localizada no bairro Alvorada 2.

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A Rubi, que já consolidou uma forte presença comercial tanto na Região Norte quanto no mercado nacional, é especializada na fabricação de velas de diversos tipos. No entanto, o foco da recente vistoria foi a nova aposta da companhia: a implementação de uma linha de produção voltada para a cera líquida.

Adaptação estratégica e desafios do mercado

Durante a recepção à comitiva, a diretoria da empresa apresentou o histórico de adaptação da unidade fabril. A equipe da Suframa foi recebida pelo diretor-presidente, Eraldo Guedes, juntamente com o responsável administrativo e financeiro, Adalto Eduardo, e o economista Ailson Rezende. Os executivos detalharam os desafios econômicos que motivaram as recentes mudanças no chão de fábrica.

Originalmente, a planta industrial havia sido aprovada para a fabricação de sabão em pó. Contudo, a concorrência agressiva com grandes multinacionais do setor tornou a continuidade dessa atividade inviável economicamente. Diante desse cenário adverso, a gestão da Rubi optou por uma reestruturação estratégica para garantir a sustentabilidade do negócio e, primordialmente, a manutenção dos postos de trabalho.

A diversificação das atividades produtivas passou, inicialmente, pelo empacotamento de naftalina e pela fabricação de velas específicas, incluindo as de uso religioso. Mais recentemente, a empresa investiu na implantação da linha de cera líquida, demonstrando resiliência e capacidade de inovação frente às oscilações do mercado.

O papel da Suframa no fomento à competitividade

De acordo com as informações fornecidas pela direção da Rubi, a produção do novo item teve início há cerca de dois meses. O projeto já obteve a aprovação do governo estadual e, no momento, encontra-se em fase de análise técnica pela equipe da Suframa.

Os objetivos centrais dessa nova iniciativa são claros: reduzir os custos logísticos, que costumam ser um gargalo na região amazônica, aumentar a competitividade da marca frente aos concorrentes nacionais e ampliar a geração de emprego e renda. A previsão da empresa aponta para novas contratações à medida que a linha de produção se consolide.

O superintendente da Autarquia, Bosco Saraiva, destacou a importância dessa capacidade de reinvenção dentro do modelo da Zona Franca de Manaus.

“Vimos aqui, na Rubi, um ótimo exemplo de criatividade adaptativa do setor produtivo. A diversificação das atividades e o aproveitamento da estrutura existente para manter empregos, aumentar a competitividade impacta no fortalecimento do ambiente produtivo da Zona Franca de Manaus como um todo”, afirmou Bosco Saraiva.

Comitiva técnica

A visita contou com uma ampla representação do corpo técnico da Autarquia, reforçando o compromisso institucional com o acompanhamento dos projetos. Além do superintendente Bosco Saraiva, integraram a comitiva o superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro; o superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, Waldenir Vieira; e o superintendente-adjunto de Administração, Carlito Sobrinho.

Foto: Layana Rios/Suframa

Também estiveram presentes o auditor-chefe, Damon Castro; o administrador da Coordenação-Geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Adamilton Mourão; e o gerente de Projetos da Superintendência-Adjunta Executiva, Ozenas Maciel. A presença desses gestores sinaliza a relevância que a diversificação da matriz industrial possui para o planejamento estratégico da região.

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