Em entrevista à TV A Crítica, o deputado federal Saullo Vianna oficializou sua migração para o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). A decisão, consolidada na abertura da janela partidária, marca uma mudança estratégica no tabuleiro político local. O parlamentar detalhou os bastidores da escolha e como pretende articular sua atuação na Câmara Federal a partir desta nova legenda, sob a liderança do senador Eduardo Braga no Amazonas.
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Janela partidária e o retorno antecipado à Câmara
Com o início do período que permite a troca de legenda sem a perda do mandato, Saullo explicou que antecipou em um mês seu retorno às atividades parlamentares em Brasília. Segundo o deputado, o momento exige presença física para garantir espaços estratégicos, como a participação em comissões permanentes e a indicação de emendas de bancada, que são distribuídas conforme o tamanho das siglas.
“Tudo isso precisa ser conduzido pelo titular do mandato”, afirmou Vianna, ressaltando que a organização interna do partido é fundamental para as pretensões eleitorais do grupo no pleito de outubro.
Aliança com David Almeida e Renato Junior segue preservada
Mesmo com a mudança partidária, Saullo Vianna fez questão de enfatizar que sua saída da gestão municipal ocorreu de forma harmoniosa. O deputado mantém uma relação de amizade de longa data com o prefeito David Almeida e com o vice-prefeito Renato Junior.
Ele revelou que o retorno ao mandato federal foi dialogado previamente e selado com uma despedida oficial na secretaria que ocupava. Vianna garantiu que, apesar de agora estar em uma nova sigla, continuará colaborando com a cidade de Manaus através de seu trabalho na Câmara Federal.
Fortalecimento do MDB no Amazonas com lideranças nacionais
A filiação de Saullo Vianna ao MDB faz parte de um plano para retomar o protagonismo da legenda no estado. O evento de filiação contará com figuras de peso do cenário nacional, como o presidente do partido, Baleia Rossi, além dos senadores Renan Calheiros e Marcelo Castro, e do ministro Renan Filho.
O objetivo central é estruturar uma nominata competitiva. A expectativa de Saullo é que o partido consiga eleger entre dois a três deputados federais, além de uma bancada forte de deputados estaduais. O parlamentar destacou que, desta vez, o grupo chega organizado e com nomes já articulados para a disputa.
Cenário para 2026 e divergências políticas
Sobre o distanciamento de grupos que estiveram unidos em eleições passadas, Saullo admitiu que os interesses políticos podem não convergir para 2026. No entanto, pregou o respeito entre as lideranças, citando nomes como Eduardo Braga, David Almeida e Omar Aziz.
Para o deputado, a divergência eleitoral é natural da democracia e não deve afetar o campo pessoal ou o diálogo institucional. O foco imediato, segundo ele, é a consolidação das chapas dentro da janela partidária, deixando as discussões sobre alianças majoritárias para um momento posterior.
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