Apresentação “Esse Canto Dança” ocupou o hall do monumento histórico, promovendo reflexões sobre diversidade e acolhimento em Manaus
O cenário icônico do Teatro Amazonas serviu de palco para uma celebração marcante na última quarta-feira, 29 de abril. Em comemoração ao Dia Internacional da Dança, o Corpo de Dança do Amazonas (CDA) apresentou o espetáculo “Esse Canto Dança” no hall do teatro, transformando a entrada do monumento em um espaço de experimentação artística e proximidade com o público manauara.
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A iniciativa, promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, teve como objetivo democratizar o acesso à arte e valorizar a produção cultural local. Ao deslocar a performance do palco tradicional para as áreas de circulação, a companhia proporcionou uma experiência sensorial que surpreendeu turistas e moradores que transitavam pelo local.
A arte como ferramenta de inclusão e acolhimento
O espetáculo “Esse Canto Dança” não se limitou à técnica coreográfica; a obra explorou conceitos profundos de pertencimento e convivência harmoniosa com as diferenças. A narrativa propôs um diálogo sobre a chegada do “novo” e a complexidade das relações humanas, utilizando o corpo como linguagem primordial para expressar o acolhimento.

A interação direta entre bailarinos e espectadores foi o ponto alto da tarde. Sem a barreira física do fosso da orquestra ou das poltronas, a dança envolveu os visitantes de forma democrática, transformando o espectador passivo em parte integrante da cena.
Para o bailarino Marcos Felipe, integrante da companhia, a performance carrega um simbolismo que transcende o movimento. Ele destaca que o espetáculo reflete a forma como a sociedade lida com adversidades e com aqueles que vêm de fora. Felipe enfatiza ainda o orgulho de pertencer ao Corpo de Dança do Amazonas, classificando-o como uma instituição que carrega a força do estado e reúne trajetórias profissionais potentes.
Valorização da cultura e impacto no público
A recepção do público confirmou o sucesso da proposta. Para muitos, a apresentação foi um presente inesperado. O visitante Davi Silva, que retornou a Manaus após um longo período fora, expressou sua emoção ao presenciar a intervenção artística em um local de tamanha relevância histórica. Em seu relato, ele ressaltou que ações desse gênero são fundamentais para fortalecer a identidade cultural amazonense.
A estratégia de ocupar espaços não convencionais dentro de equipamentos culturais é uma tendência que visa ampliar o repertório do cidadão e tornar a arte mais acessível. Ao celebrar o Dia Internacional da Dança com uma performance imersiva, o Governo do Estado reforça o compromisso com a difusão da cultura e com a formação de novas plateias.
O evento encerrou-se como um lembrete da importância do incentivo contínuo às artes cênicas no Amazonas. Através do talento do CDA, a capital amazonense reafirma sua posição como um polo vibrante de expressão artística, onde a tradição do Teatro Amazonas se encontra com a vanguarda da dança contemporânea.
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