A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira, dia 27 de maio, a proposta de emenda à Constituição que altera a jornada de trabalho semanal no Brasil. O texto reduz a carga horária de 44 para 40 horas e determina dois dias obrigatórios de repouso por semana, sem qualquer diminuição nos salários dos trabalhadores. A medida legislativa ganhou forte repercussão popular sob o lema do fim da escala 6×1 e contou com o apoio integral dos parlamentares amazonenses na votação em Brasília. A bancada do Amazonas demonstrou total alinhamento sobre o tema, registrando unanimidade tanto na análise interna da comissão especial quanto na votação realizada no plenário da Casa.
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A proposta aprovada é fruto da junção de projetos que tramitam juntos na Câmara. A base da medida é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), sob a relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A matéria foi unificada à PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que ajudou a impulsionar o debate nas redes sociais e nas ruas. O apoio político ao texto foi massivo. No primeiro turno de votação no plenário, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários. Já no segundo turno, o placar consolidou a vitória do projeto por 461 votos a 19.
Apoio absoluto da bancada do Amazonas no parlamento
A união dos representantes locais em torno da pauta trabalhista foi um dos pontos altos da votação na comissão especial e no plenário. Os oito deputados federais que integram a bancada do Amazonas votaram favoravelmente à mudança constitucional, atendendo às demandas de diferentes setores sociais do estado. A aprovação unânime reflete a forte pressão popular e sindical observada na capital amazonense nos dias que antecederam a deliberação em Brasília.
Na manhã do dia da votação, por exemplo, um protesto de trabalhadores rodoviários em Manaus causou reflexos diretos no sistema de transporte público local. O movimento de paralisação temporária reforçou o apelo público pela aprovação da PEC e acelerou o posicionamento público dos congressistas da região. Enquanto os parlamentares alinhados ao governo defenderam a medida como um avanço na qualidade de vida da classe trabalhadora, integrantes de espectros mais conservadores da oposição também validaram a proposta, embora tenham manifestado ressalvas externas quanto aos impactos nos custos operacionais das empresas.
Confira abaixo como votou cada deputado do Amazonas:
| Deputado | Partido | Estado | Voto |
| Adail Filho | MDB | AM | Sim |
| Amom Mandel | Republicanos | AM | Sim |
| Capitão Alberto Neto | PL | AM | Sim |
| Fausto Jr. | União | AM | Sim |
| João Carlos | Republicanos | AM | Sim |
| Saullo Vianna | MDB | AM | Sim |
Transição gradual e regras da nova jornada de trabalho
O texto que agora segue para a análise do Senado Federal estabelece termos específicos para a implementação da nova rotina laboral. A principal alteração prática é a instituição do modelo 5×2, garantindo que o trabalhador tenha direito a dois dias de descanso semanal programado. A transição da carga horária não ocorrerá de maneira abrupta, o que visa dar previsibilidade ao mercado econômico.
De acordo com o texto aprovado pelos deputados federais, o limite de horas semanais cairá inicialmente das atuais 44 horas para 42 horas, prazo que passa a valer 60 dias após a promulgação oficial da emenda. A segunda etapa da transição ocorrerá após o período de 12 meses, quando a carga horária definitiva será fixada em 40 horas semanais. O projeto mantém o limite constitucional máximo de oito horas diárias de trabalho e proíbe expressamente as reduções nos vencimentos mensais dos empregados.
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