A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico anunciou o bloqueio total de uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o comércio de combustíveis. A medida drástica foi confirmada pela autoridade marítima iraniana nesta quinta-feira, dia 11 de junho de 2026, como uma reação direta às recentes operações militares conduzidas por Washington na região.
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De acordo com o comunicado oficial emitido pelo órgão que administra a passagem, o local permanecerá bloqueado por tempo indeterminado. A liderança local justificou a ação apontando as severas instabilidades geradas pelas investidas das forças norte-americanas em território nacional.
Impacto na circulação marítima regional
O governo local detinha o controle operacional do canal desde o final de fevereiro de 2026, período em que se iniciaram os confrontos armados motivados por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra a administração de Teerã. Apesar do panorama de vigilância, as forças armadas vinham garantindo o fluxo comercial cotidiano na região, permitindo o trânsito regular de aproximadamente 20 embarcações por dia.
Com a nova determinação de fechar Estreito de Ormuz de maneira integral, a navegação de grandes navios cargueiros e petroleiros fica completamente interrompida na localidade. O bloqueio gera imediata preocupação global por se tratar do principal corredor de escoamento de petróleo e gás natural do Oriente Médio.
Ruptura definitiva do acordo de cessar-fogo
A diplomacia de Teerã manifestou-se por meio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, argumentando que o pacto de não agressão estabelecido com a Casa Branca em abril perdeu totalmente a validade. Em nota oficial, o corpo diplomático classificou as incursões aéreas dos Estados Unidos como ilegais e criminosas, além de apontar uma clara violação aos princípios defendidos na Carta das Nações Unidas.
Segundo os representantes diplomáticos, as ações bélicas de Washington anularam os efeitos práticos do entendimento pacífico que vigorava há cerca de dois meses.
Conforme dados compartilhados pela Guarda Revolucionária, a nova onda de bombardeios norte-americanos concentrou-se majoritariamente na porção sul do território do Irã. Contudo, os projéteis também atingiram áreas altamente povoadas e próximas ao núcleo urbano da capital, afetando diretamente os distritos de Karaj, Nazarabad e Pishva. O panorama atual permanece sob monitoramento das principais lideranças internacionais.
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