Os Estados Unidos e o Irã retomaram os ataques militares mútuos, colocando em risco o frágil acordo de cessar-fogo estabelecido em abril. A nova escalada no conflito entre EUA e Irã ocorreu após declarações do presidente americano, Donald Trump, afirmando que Teerã pagaria um preço elevado caso não aceite de forma imediata os termos de um acordo de paz para encerrar as hostilidades na região.
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A rodada recente de retaliações provocou impactos imediatos na economia global, com uma nova alta nos preços internacionais do petróleo. O governo iraniano anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de escoamento de combustível do mundo. O cenário atual representa a crise mais severa desde o início dos confrontos em 28 de fevereiro, quando operações aéreas conjuntas entre Washington e Israel foram deflagradas.
Justificativas de Washington e alvos atingidos no território iraniano
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA, conhecido como Centcom, informou que as incursões aéreas foram executadas em conformidade com o princípio de defesa própria. Segundo o órgão militar, as ações foram ordenadas pela Casa Branca em resposta direta às investidas contínuas atribuídas às forças iranianas.
As operações americanas concentraram alvos em pontos estratégicos do território iraniano, danificando estruturas de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aeroespacial. De acordo com o Centcom, a ofensiva durou cerca de quatro horas e foi concluída logo após a meia-noite no horário local de Teerã. Trump reforçou a postura de Washington ao sinalizar a possibilidade de novos bombardeios caso o impasse diplomático persista.
Contra-ataque de Teerã e impacto nos países vizinhos
Em resposta imediata aos bombardeios em seu território, a Guarda Revolucionária do Irã lançou uma série de ataques coordenados utilizando drones e mísseis contra instalações militares americanas baseadas no Oriente Médio. Foram reportadas ações contra as bases aéreas de Ali al-Salem e Ahmad al-Jaber, localizadas no Kuwait, além da base de Sheikh Isa, no Bahrein.
O governo do Kuwait reagiu fechando temporariamente o seu espaço aéreo e acionando os sistemas de defesa para interceptar as ameaças. Adicionalmente, as forças iranianas alvejaram a base de al-Azraq, na Jordânia, e direcionaram drones contra as estruturas da Quinta Frota dos Estados Unidos, sediada em águas do Bahrein. Autoridades militares de Teerã declararam publicamente que estão prontas para ampliar as retaliações e desestabilizar a segurança regional caso as operações americanas continuem.
Origem da nova crise e divergências de informações
As hostilidades desta semana foram desencadeadas na última segunda-feira, após a queda de um helicóptero Apache das forças americanas nas proximidades do Estreito de Ormuz. O episódio rompeu a estabilidade temporária que vigorava desde abril e deu início à sequência de bombardeios recíprocos.
O fechamento do Estreito de Ormuz tornou-se um ponto de discórdia entre as nações. Enquanto o Irã afirma que a passagem está totalmente bloqueada e que navios americanos foram interceptados, o Centcom nega as baixas navais e assegura que a rota permanece aberta para a livre navegação. Há também desencontros diplomáticos nos bastidores. Veículos de imprensa dos Estados Unidos relataram que Donald Trump teria recebido uma chamada telefônica direta de representantes iranianos no início dos bombardeios, informação que foi formalmente desmentida pelas agências oficiais de notícias de Teerã.
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