Na comparação com maio de 2025, o estado registrou retração de 4,5%, o pior resultado entre as 27 Unidades da Federação.
O comércio varejista no Amazonas registrou queda de 2,8% no volume de vendas em maio de 2026, na comparação com abril. O resultado foi a terceira maior retração entre as Unidades da Federação e ficou na contramão da média nacional, que apresentou crescimento de 0,1% no mesmo período.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O desempenho amazonense também foi negativo na comparação com maio de 2025. Nesse recorte, o volume de vendas caiu 4,5%, a maior redução registrada entre os estados brasileiros.
Comércio varejista no Amazonas tem maior queda anual
Na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista apresentou crescimento em 12 das 27 Unidades da Federação.
Os maiores avanços foram registrados no Tocantins, com alta de 12,3%, em Pernambuco, com 7,4%, e em Santa Catarina, com 7%.
Outros 14 estados tiveram resultados negativos. O Amazonas liderou as quedas, com retração de 4,5%, seguido por Rondônia, com redução de 3,5%, e Espírito Santo, com baixa de 2,9%. O Maranhão permaneceu estável, sem variação no período.
No comércio varejista ampliado, que também considera as atividades de veículos, motocicletas, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o Amazonas apresentou queda de 3,2% em relação a maio de 2025.
Nesse indicador, 19 Unidades da Federação tiveram resultados positivos. Os destaques foram Tocantins, com crescimento de 14,3%, Espírito Santo, com 7,1%, e Distrito Federal, com 6,3%.
Entre os oito resultados negativos, São Paulo apresentou a maior retração, de 6,4%. Mato Grosso apareceu em seguida, com queda de 3,6%, enquanto o Amazonas teve o terceiro pior desempenho.
Vendas no Brasil crescem 0,1% em maio
Na média nacional, o volume de vendas do comércio varejista avançou 0,1% entre abril e maio. O resultado veio após uma queda de 1,6% registrada na passagem de março para abril.
Apesar da leve recuperação mensal, a média móvel trimestral apresentou redução de 0,2%. Nos demais períodos analisados, o setor manteve resultados positivos.
Na comparação com maio de 2025, o varejo brasileiro cresceu 0,4%. O avanço chegou a 1,7% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 e a 1,4% no período de 12 meses.
Cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram crescimento entre abril e maio. O setor de livros, jornais, revistas e papelaria apresentou a maior alta, de 15,2%.
Também avançaram os segmentos de tecidos, vestuário e calçados, com 3,1%, móveis e eletrodomésticos, com 2,7%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 1,4%, além de combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 1,1%.
Três atividades registraram queda. O segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação recuou 1,7%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram redução de 1,5%, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico caíram 0,3%.
Varejo ampliado apresenta retração
O comércio varejista ampliado brasileiro recuou 0,2% entre abril e maio. O resultado ocorreu mesmo com o crescimento de 2,1% nas vendas de materiais de construção e de 1,8% no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças.
A média móvel trimestral do varejo ampliado caiu 0,3%. Na comparação com maio de 2025, houve retração de 0,6%.
No acumulado de janeiro a maio, o setor apresentou crescimento de 1,3%. Em 12 meses, a alta foi de 0,1%.
Receita nominal mantém crescimento
A receita nominal do comércio varejista brasileiro cresceu 0,1% em maio, na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês de 2025, o avanço foi de 4,4%.
No acumulado do ano, a receita aumentou 4,2%, enquanto o crescimento em 12 meses chegou a 4,8%.
No comércio varejista ampliado, a receita nominal subiu 0,4% entre abril e maio e avançou 2,3% na comparação anual. O indicador acumulou crescimento de 3% nos cinco primeiros meses de 2026 e de 2,8% em 12 meses.
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