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Expedição da Saúde leva atendimentos médicos e cirurgias ao povo Sateré-Mawé na Amazônia

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Com foco no povo Sateré-Mawé, 58ª Expedição mobiliza 90 voluntários e 20 toneladas de equipamentos para realizar cirurgias e exames complexos na Amazônia

Os Expedicionários da Saúde (EDS) realizam, entre os dias 20 de julho e 1º de agosto, a 58ª expedição na floresta Amazônica. A ação será realizada na região da Ilha Michiles, na Terra Indígena (TI) Andirá Marau, localizada entre os estados do Amazonas e do Pará, e terá como principal público os indígenas do povo Sateré-Mawé, maioria na terra indígena.

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A equipe partirá no dia 24 de julho para uma semana de atuação na região, conhecida pela cultura do guaraná e pelo tradicional ritual da formiga tucandeira. Durante a expedição, serão oferecidos atendimentos médicos, cirurgias e exames para pacientes adultos e crianças.

Expedicionários da Saúde realizam cirurgias e atendimentos especializados

A 58ª Expedição tem como objetivo realizar cirurgias de média e baixa complexidade, principalmente nas áreas de oftalmologia, com procedimentos para catarata e pterígio. Também serão oferecidos atendimentos de ginecologia, ultrassonografias gerais e exames laboratoriais.

Na área odontológica, estão previstos atendimentos para avaliação, profilaxia e orientações sobre higienização bucal, além de cirurgias orais menores e atendimento a pacientes com necessidades especiais (PNE) no centro cirúrgico móvel.

“Serão dias de muito trabalho, mas também de grande realização. Estas ações são muito importantes se considerarmos a dificuldade de acesso que as populações indígenas têm a atendimentos especializados e, principalmente, a cirurgias. Em poucos dias e com procedimentos relativamente simples para nossos profissionais, é possível causar um grande impacto na vida dos guardiões da floresta”, afirmou o presidente e fundador da EDS, Ricardo Affonso Ferreira.

Ao todo, cerca de 90 profissionais participarão da expedição. A equipe reúne voluntários das áreas de logística, administração, construção, alimentação, comunicação e saúde, incluindo médicos e enfermeiros, considerados essenciais para as missões.

Antes da viagem, os voluntários participaram de uma reunião preparatória com orientações técnicas e informações sobre os aspectos sociais e culturais da região. O objetivo foi reforçar as diretrizes para o acolhimento e o atendimento médico dentro da terra indígena.

A preparação também contou com uma palestra da antropóloga convidada Sônia da Silva Lorenz, que abordou a cultura e a história do povo Sateré-Mawé.

58ª Expedição retoma cirurgias na região após dez anos

O planejamento da ação começou meses antes da partida, com a realização de missões precursoras durante o primeiro semestre de 2026. Nessa etapa, foram feitas triagens na região para identificar pacientes que necessitavam de cirurgias e definir as especialidades necessárias.

A última atuação da EDS na região com realização de cirurgias ocorreu em 2016, durante a 35ª Expedição. Na época, o centro cirúrgico foi instalado na Escola Indígena São Pedro, às margens do Rio Andirá. Foram realizados cerca de 1,8 mil atendimentos médicos e quase 5 mil exames e procedimentos.

“Estivemos nesta região pela última vez realizando cirurgias há dez anos, em 2016. Agora diversos fatores nos levaram a considerar que era preciso voltar. Após tanto tempo já existem novas demandas de cirurgia, em especial de catarata, a nossa especialidade, pois, como é uma doença que surge com a idade, sempre aparecem novos casos”, explicou o diretor de operações da EDS, Genário Kanashiro.

Expedicionários da Saúde transportam 20 toneladas de equipamentos

Para garantir a estrutura necessária aos atendimentos, a EDS organizou e transportou aproximadamente 20 toneladas de equipamentos e materiais. A logística envolveu deslocamentos por terra, água e ar, com os itens chegando à Ilha Michiles no fim de junho.

Os materiais serão utilizados no funcionamento do Complexo Hospitalar Móvel e das demais estruturas necessárias para a instalação e operação do centro cirúrgico. A ação conta com parcerias institucionais da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Parintins), além do apoio de parceiros locais e da própria comunidade da Terra Indígena Andirá Marau.

Moradores da Ilha Michiles também participam das obras necessárias para a realização dos atendimentos. Parte das melhorias deverá permanecer de forma permanente para beneficiar a comunidade após o fim da expedição.

A organização também recebe apoio de empresas e pessoas físicas, que contribuem com medicamentos, equipamentos e doações diretas para viabilizar as ações em terras indígenas.

EDS já realizou mais de 10 mil cirurgias em 23 anos

Em 23 anos de atuação, os Expedicionários da Saúde realizaram 57 expedições, mais de 10 mil cirurgias, 70 mil atendimentos e 126 mil exames.

O trabalho da organização já recebeu reconhecimento de diversas instituições, incluindo o Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2023. Na ocasião, a EDS concorreu com outras 4 mil organizações de 140 países.

Serviço

O quê: 58ª Expedição dos Expedicionários da Saúde
Quando: de 20 de julho a 1º de agosto
Onde: Ilha Michiles, Terra Indígena Andirá Marau, entre Amazonas e Pará

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