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Anvisa aprova epcoritamabe para tratamento de linfoma agressivo

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Medicamento de aplicação subcutânea é destinado a adultos com linfoma difuso de grandes células B que voltou ou não respondeu a tratamentos anteriores.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do epcoritamabe para o tratamento de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário. A indicação é voltada a pessoas que já passaram por duas ou mais linhas de terapia sistêmica.

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O linfoma difuso de grandes células B, conhecido pela sigla LDGCB, é um subtipo agressivo de linfoma não-Hodgkin. A doença afeta o sistema linfático e pode ser considerada recidivada quando retorna após o tratamento ou refratária quando não apresenta resposta satisfatória às terapias utilizadas.

A autorização amplia as alternativas disponíveis para pacientes que enfrentam dificuldades no controle da doença após múltiplos tratamentos.

Como funciona o epcoritamabe

O epcoritamabe pertence à classe dos anticorpos biespecíficos, desenvolvidos para se ligar simultaneamente a dois alvos diferentes.

O medicamento se conecta à proteína CD3, encontrada nas células T do sistema imunológico, e à proteína CD20, presente nas células B cancerígenas. Essa aproximação permite que as células de defesa reconheçam e ajudem a destruir as células tumorais.

Outro diferencial é a forma de administração. O remédio é aplicado por via subcutânea, sob a pele, em vez de utilizar a infusão intravenosa comum em diferentes tratamentos contra o câncer.

A aplicação subcutânea pode representar maior conveniência para os pacientes, embora o acompanhamento médico e os cuidados previstos na bula continuem necessários durante o tratamento.

Estudo avaliou eficácia e segurança

A decisão da Anvisa foi baseada nos resultados do estudo clínico de fase 1/2 EPCORE NHL-1. A pesquisa avaliou a eficácia e a segurança do medicamento em pacientes com linfoma de grandes células B recidivado ou refratário.

De acordo com os resultados apresentados, o tratamento alcançou uma taxa de resposta global significativa e produziu respostas duradouras em participantes que já haviam recebido múltiplas terapias anteriores.

A nova indicação busca atender justamente esse grupo de pacientes, que possui necessidades médicas ainda não atendidas e enfrenta um prognóstico historicamente desfavorável.

Reações adversas exigem acompanhamento

Entre os eventos adversos mais comuns identificados durante o estudo estão a síndrome de liberação de citocinas, fadiga, neutropenia e dor musculoesquelética.

A síndrome de liberação de citocinas é uma reação relacionada à ativação do sistema imunológico. Já a neutropenia ocorre quando há redução de um tipo de célula de defesa do organismo, condição que pode aumentar a vulnerabilidade a infecções.

A bula do epcoritamabe apresenta orientações para o acompanhamento dos pacientes e para o manejo das possíveis reações adversas. O tratamento deve ser conduzido com supervisão médica, respeitando as recomendações de segurança e o quadro clínico de cada pessoa.

Com a aprovação, o medicamento passa a representar uma nova opção terapêutica no Brasil para adultos com uma forma agressiva de linfoma não-Hodgkin que retornou ou não respondeu aos tratamentos anteriores.

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