Ex-governador do Amazonas reage à sugestão de Romeu Zema para instalar unidade de segurança máxima na região amazônica
Wilson Lima criticou nesta quarta-feira (29) a proposta apresentada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que defende a construção de um presídio federal de segurança máxima na Amazônia. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, onde o ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado afirmou que a região não pode ser tratada como destino para problemas enfrentados por outros estados brasileiros.
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Na publicação, Wilson declarou que a Amazônia deve receber políticas públicas voltadas ao enfrentamento de seus próprios desafios, e não medidas que apenas transfiram questões de outras regiões do país.
“Não somos depósito dos problemas do país. A nossa região merece respeito e políticas públicas que enfrentem os desafios da Amazônia com responsabilidade, e não medidas que apenas transfiram problemas de um lugar para outro”, afirmou.
Wilson Lima defende investimentos em segurança e fronteiras na Amazônia
Ao comentar a proposta, Wilson Lima argumentou que o fortalecimento da segurança pública na Amazônia deve ocorrer por meio de investimentos estruturantes, e não pela instalação de novos presídios federais na região.
Segundo o ex-governador, as prioridades para o Amazonas deveriam incluir:
- fortalecimento das forças de segurança;
- proteção das fronteiras;
- investimentos em inteligência;
- geração de oportunidades para a população da região.
Em outra publicação, ele escreveu que “defender a Amazônia é fortalecer as forças de segurança, proteger nossas fronteiras, investir em inteligência e criar oportunidades para quem vive aqui”.
Declaração em vídeo reforça críticas à proposta
Em vídeo divulgado em seus perfis oficiais, Wilson Lima voltou a questionar a proposta de Romeu Zema e afirmou que o Amazonas já enfrenta desafios relacionados à segurança das fronteiras brasileiras.
Segundo ele, a construção de um presídio federal na região representaria apenas a transferência de problemas para o estado.
“Já não basta o Estado do Amazonas ser responsável pela segurança da fronteira, agora vem alguém propor a construção de um presídio federal na nossa região. Não dá para aceitar que o Estado do Amazonas, que a região amazônica, seja depósito dos problemas do país.”
O ex-governador também comparou o debate com discussões sobre obras de infraestrutura na Amazônia.
“Quando a gente fala de recuperação de estradas, de infraestrutura, de desenvolvimento, dizem que não pode, que vai destruir a floresta. Agora, quando vem uma proposta absurda dessa, tem gente que bate palma.”
Ao final da gravação, Wilson afirmou que continuará defendendo os interesses do Amazonas.
Entenda a proposta de Romeu Zema
A reação ocorreu após a divulgação de um vídeo em que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defende a construção de um presídio federal de segurança máxima na Amazônia como parte de uma proposta voltada para a política nacional de segurança pública.
A sugestão repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de agentes políticos da região Norte, que passaram a questionar os impactos da medida para os estados amazônicos.
Debate envolve segurança pública, sistema prisional e desenvolvimento regional
A discussão reúne temas como segurança pública, política penitenciária, desenvolvimento regional e a atuação da União na Amazônia. Defensores da proposta argumentam que a construção de uma unidade federal de segurança máxima faria parte de uma estratégia nacional de combate ao crime organizado.
Já os críticos sustentam que a região amazônica já enfrenta desafios relacionados à proteção das fronteiras e que os investimentos federais deveriam priorizar infraestrutura, inteligência e desenvolvimento econômico.
O Amazonas abriga uma das maiores fronteiras internacionais do Brasil, fazendo divisa com Colômbia, Peru e Venezuela. A região é considerada estratégica para o combate ao tráfico de drogas, armas e outros crimes transnacionais, o que faz com que propostas relacionadas à segurança pública e ao sistema prisional tenham forte repercussão entre autoridades e lideranças políticas locais.
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