Presidente da Colômbia foi criticado após distribuir bolas com as cores e o logotipo de seu movimento político em áreas atingidas pelo tremor de magnitude 7,4.
O presidente colombiano Abelardo de la Espriella gerou revolta e passou a ser alvo de críticas após entregar bolas de futebol a pessoas atingidas pelo terremoto que devastou parte da Colômbia há uma semana. As bolas distribuídas tinham as cores e o logotipo de seu movimento político, segundo vídeos e relatos sobre o episódio.
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Espriella esteve em Buenaventura, uma das cidades afetadas pelo terremoto, para acompanhar os danos provocados pelo tremor de magnitude 7,4 registrado em 10 de agosto. Durante a visita, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o presidente em uma caminhonete, cercado por seguranças, distribuindo bolas aos moradores que estavam ao redor do veículo.
Bolas entregues por Espriella tinham símbolo político
O episódio ganhou repercussão porque as bolas exibiam as cores e o logotipo do movimento político ligado ao presidente, o Defensores de la Patria. A distribuição foi criticada por opositores e repercutiu nas redes sociais em meio à situação enfrentada pelas regiões atingidas pelo terremoto.
A visita ocorreu em meio aos impactos do tremor sobre cidades e comunidades do oeste colombiano. Além de Buenaventura, Espriella também esteve em Chocó, departamento onde ocorreu o epicentro do terremoto e que está entre as regiões afetadas pela tragédia.
Em algumas áreas visitadas, moradores questionaram a entrega das bolas em meio à emergência provocada pelo terremoto, que causou danos à infraestrutura e mobilizou equipes de resgate e assistência humanitária.
O ex-presidente Gustavo Petro também comentou o episódio nas redes sociais e ironizou a atitude. “Eles confundiram uma emergência humanitária causada por um terremoto com uma partida de futebol.”
Terremoto na Colômbia deixou centenas de mortos
O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia em 10 de agosto, com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó. O tremor provocou destruição em diferentes regiões do país e foi apontado por veículos internacionais como o mais forte registrado na Colômbia neste século.
Os números de mortos, feridos e desaparecidos continuavam sendo atualizados pelas autoridades à medida que avançavam os trabalhos de busca e avaliação dos danos. Os balanços divulgados nos últimos dias indicavam centenas de mortos, mais de 4 mil feridos e pessoas ainda desaparecidas após a tragédia.
O governo declarou estado de emergência diante da dimensão dos danos, enquanto países e organismos internacionais ofereceram ajuda humanitária. As réplicas continuaram sendo registradas na região afetada, e as autoridades mantiveram as operações de busca, resgate e atendimento às vítimas.
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