Bancários iniciaram paralisação por tempo indeterminado após impasse nas negociações sobre plano de saúde, salários e outros benefícios.
A greve dos bancários fechou agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia (Basa) no Amazonas nesta quinta-feira (10). A paralisação, por tempo indeterminado, alcança unidades em Manaus e no interior do estado, conforme o Sindicato dos Bancários do Amazonas.
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Na capital, trabalhadores participam de uma mobilização em uma agência da Caixa localizada no Centro. A decisão de cruzar os braços foi aprovada em assembleia realizada na quarta-feira (9), após a categoria avaliar que as negociações com as instituições não avançaram em pontos considerados prioritários.
Entre as reivindicações estão mudanças nos planos de saúde dos funcionários e dependentes, reajuste salarial com reposição da inflação e aumento real de 5%, além de elevação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Plano de saúde está no centro da greve dos bancários
O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Daniel Batista, apontou o plano de saúde como o principal entrave nas negociações. Segundo ele, já foram realizadas 13 rodadas sem que os bancos apresentassem uma proposta sobre o tema.
“Queremos uma proposta sobre plano de saúde, que é o que está travando as negociações com as instituições. São 13 rodadas de negociação e os bancos não apresentaram propostas para plano de saúde, porque há uma demanda muito grande de trabalhadores procurando atendimento médico com síndrome de burnout”, disse.
A pauta apresentada pela categoria também inclui folga para pessoas com deficiência (PCDs), ampliação das folgas destinadas à doação de sangue e medidas de combate à violência contra bancários.
Durante a greve, segundo o sindicato, as agências das três instituições permanecem sem funcionamento também nos municípios do interior do Amazonas.
Banco do Brasil diz que negociações resultaram em proposta
Em nota enviada ao g1, o Banco do Brasil informou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), responsável pela discussão de questões gerais da categoria, entre elas o índice de reajuste salarial.
A instituição afirmou ainda que mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de assuntos relacionados aos funcionários do BB.
Segundo o banco, diversas rodadas de negociação foram realizadas para a data-base de 2026. O processo resultou em uma proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país.
O g1 também procurou a Caixa Econômica Federal e o Banco da Amazônia, mas não havia recebido retorno até a publicação da reportagem original.
Categoria já havia feito paralisação em agosto
A greve ocorre menos de um mês depois de outra mobilização dos bancários amazonenses. Em 20 de agosto, trabalhadores participaram de um movimento nacional que interrompeu atividades em agências de Manaus e do interior do estado.
Na ocasião, Daniel Batista afirmou que a paralisação era motivada pela falta de avanços na campanha salarial. Até aquele momento, segundo ele, oito rodadas de negociação haviam ocorrido sem apresentação de uma proposta à categoria.
O sindicato informou ainda que as instituições financeiras haviam proposto redução dos valores dos vales-alimentação e refeição, congelamento do piso salarial e reajustes escalonados, com índices diferentes conforme o nível dos trabalhadores.
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