Investigação aponta uso de herbicidas para destruir vegetação nativa em assentamentos federais e transformar áreas em pastagem no oeste do Pará
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma operação para desarticular um núcleo criminoso investigado por causar prejuízos ambientais estimados em R$ 469 milhões na Floresta Amazônica. A ação foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar herbicidas para destruir vegetação nativa em assentamentos federais no município de Uruará, no oeste do Pará.
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Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a operação cumpre 13 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão, expedidos para endereços localizados nos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Federal, além da coleta de novas provas, as medidas judiciais têm como objetivo interromper imediatamente as atividades investigadas e garantir recursos para eventual reparação dos danos ambientais.
Operação investiga uso de herbicidas para destruir floresta nativa na Amazônia
As investigações apontam que os suspeitos promoviam a destruição da floresta por meio da pulverização de herbicidas diretamente sobre a vegetação nativa. Laudos periciais elaborados pela PF indicam que os produtos químicos degradaram 10.180 hectares de floresta situados em assentamentos federais da região de Uruará.
Ainda conforme a corporação, o grupo atuava de forma estruturada em todas as etapas do esquema, desde a aquisição de insumos químicos tóxicos até a ocultação de informações perante órgãos ambientais.
A perícia também identificou que, após a morte da cobertura vegetal causada pelos herbicidas, aproximadamente 5.794 hectares foram submetidos ao desmatamento por corte raso. Em seguida, as áreas devastadas eram convertidas em pastagens destinadas à criação de gado, o que, segundo os investigadores, consolidava a ocupação e a exploração econômica irregular das terras públicas.
Investigados podem responder por crimes ambientais
Os alvos da operação poderão responder por crimes ambientais, uso irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa.
A Polícia Federal informou que o inquérito permanece em andamento e que novas tipificações penais poderão ser incluídas conforme o avanço das investigações.
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