Medida preventiva impede a retomada das atividades da unidade industrial no Distrito Industrial e restringe o acesso ao local apenas às equipes responsáveis pelas ações de segurança.
A interdição da fábrica da Innova foi determinada pela Prefeitura de Manaus após um laudo técnico da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec) apontar a necessidade de restringir o acesso à unidade industrial localizada no Distrito Industrial. A medida, executada na tarde de sexta-feira (17), tem caráter preventivo e busca garantir a segurança de trabalhadores, equipes técnicas e da população após o vazamento de monômero de estireno registrado no local.
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A ação foi realizada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que formalizou a interdição parcial do imóvel com base na análise de risco elaborada pela Defesa Civil Municipal, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg).
Interdição restringe acesso e impede retomada das atividades
Com a decisão, a fábrica permanece impedida de retomar suas operações, e o acesso às instalações fica restrito exclusivamente às equipes técnicas envolvidas nas ações de contenção do vazamento e eliminação dos riscos identificados.
Segundo o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a restrição foi adotada para preservar a segurança de todos até que a situação seja completamente controlada.
“Essa interdição parcial tem que ser para trabalhadores e demais pessoas da sociedade, sendo permitido o acesso somente para pessoas da segurança para sanar o risco. Enquanto não for sanado esse problema, somente as pessoas de segurança podem agir”, afirmou.
De acordo com o instituto, a medida permanecerá em vigor até que os órgãos competentes confirmem que não há mais riscos e emitam parecer favorável para a retomada das atividades na unidade industrial.
Laudo técnico apontou necessidade de manter área isolada
A decisão da Prefeitura foi fundamentada no laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal, que identificou a necessidade de limitar a circulação de pessoas na área afetada em razão dos riscos associados ao incidente envolvendo o estireno.
O secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, afirmou que o acompanhamento da situação continuará sendo realizado de forma integrada pelos órgãos públicos.
“Nossa prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores, das equipes envolvidas e da população, mantendo o acompanhamento permanente da situação em conjunto com os demais órgãos que integram o Gabinete de Crise”, declarou.
Desde o registro da ocorrência, a Prefeitura de Manaus mantém um Gabinete de Crise formado por órgãos municipais e estaduais para monitorar o caso, prestar assistência à população e coordenar as medidas administrativas necessárias.
Além da interdição parcial da fábrica, a administração municipal informou que a empresa já havia sido autuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), enquanto o Implurb acompanhava a evolução do cenário para adotar as providências relacionadas à segurança da edificação.
Segundo a Prefeitura, a restrição de acesso continuará válida até a conclusão das ações de contenção, eliminação dos riscos identificados e atendimento de todas as exigências técnicas estabelecidas pelos órgãos responsáveis.
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