Procuradoria afirma que não há investigados com foro privilegiado que justifiquem a permanência do caso no STF
A PGR pediu ao STF que os inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sejam encaminhados à primeira instância da Justiça. A manifestação foi apresentada ao ministro André Mendonça, que ainda não decidiu sobre o pedido.
Para a Procuradoria-Geral da República, não há pessoas com foro privilegiado entre os investigados que justifiquem a permanência das apurações no Supremo Tribunal Federal.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
O caso envolve suspeitas de tráfico de influência relacionado ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República. A investigação busca esclarecer uma possível atuação para obter aval à comercialização de cannabis medicinal.
PGR questiona permanência do caso no STF
A manifestação da Procuradoria ocorre enquanto a investigação também alcança Roberta Luchsinger, empresária e amiga de Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e apontado no caso como ex-chefe de gabinete de Lula.
A defesa de Lulinha avalia positivamente a posição da PGR. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou:
“Eu acho natural [o pedido da PGR], afinal de contas não tem nada que envolva, direta ou indiretamente o INSS, como a defesa sempre defendeu, porque não há ninguém como privilegiado”.
A decisão sobre a transferência dos inquéritos para a primeira instância caberá a Mendonça. Até o momento, o ministro não havia se manifestado sobre a solicitação.
Investigação envolve cannabis medicinal
As suspeitas analisadas pela Polícia Federal incluem uma possível atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência para viabilizar a comercialização de cannabis medicinal.
Roberta Luchsinger também é investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal. Conforme as informações reunidas na investigação, a empresária teria articulado ações com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com o objetivo de abrir portas no governo e prospectar negócios.
Mensagens reveladas pelo “Estadão” fazem parte desse contexto investigativo. A PF apura se as iniciativas contaram com apoio de Lulinha. Entre os elementos analisados está uma viagem dele a Portugal, que teria sido custeada pelo “Careca do INSS”, para conhecer um projeto relacionado à cannabis medicinal.
Marcola admite empréstimo de R$ 249 mil
Outro personagem citado na investigação é Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ele confirmou ter recebido R$ 249 mil de Roberta Luchsinger na forma de um empréstimo pessoal.
Segundo Marcola, o dinheiro foi posteriormente devolvido por meio de transferência bancária e a operação teve “natureza estritamente privada”. Ele também constituiu um advogado para acompanhar o caso.
Lulinha e Roberta Luchsinger negam irregularidades nas suspeitas investigadas. A permanência dos inquéritos no STF agora depende da análise do pedido apresentado pela PGR ao ministro André Mendonça.
Leia mais:
STF autoriza novo inquérito contra Lulinha a pedido da Polícia Federal
Polícia Federal pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Lulinha
Lula afirma que não usará o cargo para proteger Lulinha de investigação
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook


