Representação protocolada pela chapa do PL aponta suposto desvio de finalidade em eventos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro; ação é a 14ª sobre o tema em cinco meses
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (22) uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades federais. A ação no TSE questiona o suposto uso eleitoral de eventos e estruturas públicas durante a campanha à Presidência da República.
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A representação foi apresentada por Flávio Bolsonaro e pelo candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar. Segundo a campanha do PL, esta é a 14ª ação protocolada em pouco mais de cinco meses para contestar o que considera utilização da estrutura pública em benefício da candidatura de Lula à reeleição.
Ação no TSE questiona dois eventos com participação de Lula
A nova representação cita dois compromissos realizados nos dias 17 e 18 de setembro.
O primeiro foi uma visita de Lula ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, Minas Gerais. O segundo ocorreu em instalações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro.
Na avaliação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE, os dois compromissos teriam ultrapassado o caráter institucional e sido utilizados para promover politicamente o presidente em meio ao período eleitoral. A representação busca apurar se houve prática de conduta vedada a agentes públicos, conforme as regras eleitorais.
Campanha de Flávio Bolsonaro cita 14 ações contra Lula
De acordo com a defesa do candidato do PL, pelo menos 14 ações de natureza semelhante foram apresentadas à Justiça Eleitoral desde o início da campanha.
Entre os episódios mencionados estão uma entrevista concedida por Lula no Palácio do Planalto, em abril, além de compromissos relacionados às terras raras e uma entrevista realizada no mesmo horário de um debate presidencial.
A lista apresentada pela campanha também inclui um vídeo relacionado ao Banco Master, atos envolvendo medidas sobre combustíveis e conteúdos produzidos no Palácio da Alvorada, como uma live e outro podcast.
As alegações apresentadas na nova representação ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral. O protocolo da ação, por si só, não significa que as irregularidades apontadas pela campanha tenham sido reconhecidas pelo TSE.
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