O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) atingiu uma marca significativa para o setor primário em 2026. Desde o início do ano, a autarquia coordenou a distribuição de 39.300 mudas de castanheira para produtores rurais em diversas calhas de rios do estado. A iniciativa faz parte de uma estratégia de fomento que une a preservação ambiental ao fortalecimento econômico das comunidades tradicionais.
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A ação é viabilizada por meio de uma cooperação técnica entre o instituto e a Fazenda Aruanã, dentro do escopo do Projeto Excelsa. Ao todo, 309 agricultores familiares foram beneficiados nesta etapa, recebendo insumos que prometem transformar o perfil produtivo de suas propriedades a longo prazo.
Sustentabilidade e recuperação de áreas degradadas
O foco central da distribuição dessas árvores nativas é a promoção do desenvolvimento rural sustentável. De acordo com a Gerência de Produção Florestal Não Madeireira (GPNM) do Idam, o projeto atua diretamente na regeneração de solos que sofreram desgastes ao longo do tempo. A inserção da espécie em áreas de capoeira ou pastagens degradadas ajuda a restabelecer o equilíbrio do ecossistema local.
A engenheira agrônoma Ana Paula Rebouças, gestora da GPNM, ressalta que a planta se adapta com facilidade às condições climáticas e edáficas da região. Segundo a especialista, a espécie é capaz de manter ciclos produtivos por mais de quatro décadas, o que garante a valorização dos serviços ambientais e a estabilidade do bioma onde o agricultor está inserido.
Impacto econômico na agricultura familiar com a castanheira
Para além do benefício ecológico, a castanheira-da-amazônia representa um ativo financeiro de alto valor para as famílias rurais. A comercialização da castanha é uma das principais cadeias produtivas não madeireiras do estado, e o aumento da densidade dessas árvores nas propriedades rurais assegura uma fonte de renda contínua para as futuras gerações.
A distribuição estratégica visa criar um cinturão de produção que favoreça a logística e o escoamento dos frutos. Ao solicitar as mudas nas unidades locais, o produtor recebe também orientação técnica para o manejo adequado, maximizando as chances de sobrevivência das plantas e a eficiência da colheita futura.
Municípios beneficiados pelo Projeto Excelsa
A abrangência do projeto em 2026 contemplou dez municípios amazonenses, selecionados a partir da demanda apresentada nas Unidades Locais do Idam. Entre as localidades que receberam as remessas estão Manaus, Rio Preto da Eva, Manacapuru, Novo Airão, Silves, Autazes e Beruri.
Nas calhas do Purus e do Juruá, as cidades de Boca do Acre, Lábrea e Carauari também foram integradas ao cronograma de entregas. Com essa capilaridade, o Governo do Amazonas busca descentralizar o apoio técnico e garantir que o incentivo à silvicultura chegue às regiões mais remotas, consolidando a floresta em pé como um negócio rentável e duradouro.
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