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Julgamento do caso Bruno e Dom ainda não tem data

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, na terça-feira (23), adiar o julgamento do caso de assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Seguindo um pedido da defesa dos acusados, o TRF decidiu reanalisar se os irmãos Amarildo da Costa Oliveira e Oseney da Costa de Oliveira, e Jefferson da Silva Lima serão levados a Júri Popular pelo caso.

Julgamento

Em outubro de 2023, a Justiça Federal determinou que os réus seriam julgados pelo Tribunal do Júri. Ainda no mesmo mês, a defesa dos acusados recorreu da decisão, alegando que o crime foi cometido em legítima defesa, o que excluiria a possibilidade de júri popular. Em fevereiro de 2024, o recurso foi negado pela justiça, que manteve a decisão pelo julgamento inicial.

A defesa, por sua vez, recorreu ao TRF1 buscando adiar o julgamento. Alegaram que a 3ª Turma Federal, responsável pelo caso, não seria a instância correta, já que o processo havia recebido decisões prévias da 4ª Turma Federal.

O desembargador Ney Bello concordou com o pedido e determinou a retirada do julgamento da pauta, que continua sem data até o fechamento desta matéria.

Caso Bruno e Dom

Bruno e Dom desapareceram durante uma expedição na Amazônia. Foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022, no Vale do Javari, no Amazonas. No momento do desaparecimento, a dupla passava pela comunidade de São Rafael, em Atalaia do Norte, no Amazonas.

As buscas pelos dois iniciaram-se no mesmo dia, realizadas por membros da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que acionaram as autoridades.

Dez dias depois do desaparecimento e do início das buscas, seus restos mortais foram encontrados enterrados em local de mata. Os corpos só foram localizados pois um dos acusados pelo crime, Amarildo Oliveira, levou policiais e indígenas ao local da ocultação dos restos mortais.

As investigações concluíram que as vítimas foram mortas a tiros, esquartejadas, queimadas e enterradas. Segundo laudo pericial da Polícia Federal, Bruno foi atingido por três disparos, dois no tórax e um na cabeça, enquanto Dom foi baleado uma vez no tórax.

Suspeitos pelo crime

Inicialmente, Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira, que são irmãos, e Jefferson da Silva Lima foram presos sob suspeita de cometer os assassinatos.

Já em 2023, a Polícia Federal (PF) apontou Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, como mandante dos homicídios. Rúben também é investigado por pesca ilegal e tráfico de drogas. Ele pagou fiança no valor de R$15 mil em outubro de 2023, mas foi preso novamente após descumprir as condições impostas em seu acordo de liberdade provisória.

Leia mais:
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