Roberto Cidade reage a processo que tenta suspender obras no “trecho do meio” e defende integração do Amazonas
O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), criticou a ação judicial movida pelo Observatório do Clima que tenta suspender a pavimentação da BR-319. A entidade ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal do Amazonas pedindo a anulação de editais publicados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que tratam das obras em um dos trechos mais sensíveis da estrada.
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Durante pronunciamento, Roberto Cidade classificou a iniciativa como “inadmissível” e ressaltou a relevância da rodovia para o desenvolvimento econômico e social do estado. Segundo ele, a pavimentação da BR-319 é uma demanda histórica da população amazonense e fundamental para reduzir o isolamento da região.
“É inadmissível que uma ONG ou quem quer que seja tente travar a nossa tão sonhada BR-319. O Amazonas também é Brasil. Nós estamos aqui prontos para dialogar, para conversar com quem quer que seja, para que nós possamos manter a nossa floresta em pé”, afirmou.
O governador interino também destacou as dificuldades enfrentadas pelos moradores do estado em função da limitada infraestrutura de transporte. Para ele, a ausência de uma ligação terrestre adequada com outras regiões do país impacta diretamente o acesso a serviços, produtos e oportunidades.
“Mas o nosso povo não pode mais sofrer com a falta da pavimentação da BR-319. Eu estou hoje na condição de governador interino e boto à disposição o governo do estado do Amazonas para explicar para todo mundo que nós não podemos mais ficar isolados de todo o Brasil”, declarou.
Cidade concluiu reforçando que a rodovia representa uma pauta estratégica para o Amazonas, associada ao crescimento econômico e à integração nacional. “BR-319 é uma bandeira de todos nós”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ação judicial questiona licenciamento ambiental da BR-319
A ação civil pública apresentada pelo Observatório do Clima foi protocolada na última sexta-feira (24) e contesta quatro editais lançados pelo Dnit no dia 13 de abril. Os documentos preveem a pavimentação de 339,4 quilômetros da rodovia, entre os quilômetros 250,7 e 590,1 — área conhecida como “trecho do meio”.
Leia também: Observatório do Clima aciona Justiça contra editais de pavimentação na BR-319
Esse segmento é considerado um dos mais preservados da Amazônia, o que amplia o debate sobre os impactos ambientais da obra. Segundo a entidade, o governo federal teria classificado a intervenção como “reforma”, o que dispensaria a realização de um licenciamento ambiental completo.
Na ação, o Observatório do Clima solicita, em caráter liminar, a suspensão imediata dos editais, alegando risco de danos ambientais significativos caso as obras avancem sem os devidos estudos e autorizações.
Decisão sobre obras de pavimentação da BR-319 será da Justiça Federal
Com o protocolo da ação, caberá agora à Justiça Federal do Amazonas analisar o pedido e decidir se mantém ou suspende os contratos relacionados à pavimentação da BR-319. O caso reacende o debate entre desenvolvimento e preservação ambiental na região amazônica.
Enquanto autoridades estaduais defendem a obra como essencial para a integração logística e econômica, organizações ambientais alertam para os possíveis impactos sobre áreas sensíveis da floresta.
A decisão judicial deverá considerar tanto os aspectos legais do processo licitatório quanto as exigências ambientais aplicáveis ao empreendimento.
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