O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) atua como base para a AICME 2026, a Amazonas International Conference on Materials and Energy. O evento, que ocorre entre os dias 27 e 29 de abril de 2026, é uma iniciativa do Laboratório de Processamento de Materiais Avançados da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A capital amazonense se transforma no centro das atenções ao reunir pesquisadores, acadêmicos e representantes da indústria para debater inovações tecnológicas e sustentabilidade.
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A conferência dá continuidade aos trabalhos iniciados pelo Meeting on Materials for Energy Applications in Amazonas (MMEA-AM) em 2024. A proposta agora é consolidar um fórum de alto nível para discutir os avanços na ciência dos materiais e as soluções para os desafios energéticos que o mundo enfrenta atualmente. Durante os três dias de programação, os participantes terão acesso a sessões plenárias, palestras técnicas e debates sobre a transição energética global.
Inovação e pesquisa científica na AICME 2026
Um dos pontos altos da programação acadêmica é a contribuição de especialistas locais. O pesquisador Lucas Marques, integrante do quadro do INDT, apresentará estudos inovadores sobre a produção de filamentos para impressão 3D. O trabalho utiliza nanocompósitos avançados, incluindo nanotubos de carbono, óxido de grafeno e poli (ácido lático), demonstrando o potencial da região na vanguarda da manufatura aditiva e da ciência dos materiais.
Além das contribuições regionais, o evento conta com um corpo docente e científico de prestígio global. Entre as presenças confirmadas está a professora Helena Braga, reconhecida mundialmente por suas pesquisas em armazenamento de energia e baterias. Também compõem a grade de palestrantes o pesquisador Eduardo Deschamps, o professor Hudson Giovani Zanin, especialista em materiais para armazenamento, e Victoria Flexer, autoridade internacional em soluções de lítio e inovação sustentável.
Conexão entre ciência e mercado de trabalho
A estrutura da conferência foi planejada para integrar diferentes setores da sociedade. De acordo com o PhD Yurimiller Leyet Ruiz, coordenador geral do encontro, a iniciativa funciona como uma ponte entre a academia, o governo e a esfera industrial. O foco central é fomentar a cooperação científica que resulte em soluções práticas para os desafios da Amazônia, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à preservação e ao uso inteligente de recursos.
Para as instituições envolvidas, a realização de um evento deste porte em solo amazonense fortalece a infraestrutura de pesquisa do Norte do Brasil. O INDT, ao sediar o encontro, reafirma sua trajetória como um polo de desenvolvimento e inovação, conectando a produção intelectual universitária com as demandas reais do mercado tecnológico nacional e internacional.
Trajetória do INDT na tecnologia brasileira
A escolha do local para a conferência reflete a robustez da instituição anfitriã. Fundado em 2001, o INDT possui um histórico sólido na pesquisa tecnológica, tendo atuado como centro de desenvolvimento para grandes corporações globais antes de se tornar um instituto independente. Atualmente, o centro é referência em áreas complexas como robótica, veículos autônomos, biotecnologia e manufatura avançada.
Sendo uma Unidade Embrapii desde 2017, o instituto desempenha um papel fundamental no aumento da competitividade industrial do país. A realização da conferência em suas instalações permite que o intercâmbio de conhecimento ocorra em um ambiente já habituado à criação de patentes e soluções de hardware e software de alta complexidade.
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