A declaração de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino provocou forte reação da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que classificou a fala do influenciador como misógina e anunciou que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir que ele seja impedido de utilizar redes sociais e outros meios de comunicação para se manifestar publicamente.
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A manifestação da parlamentar ocorreu após Figueiredo publicar um vídeo, na última quinta-feira (25), em que criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e afirmou que “mulher vota muito mal”, direcionando críticas especialmente às mulheres solteiras. A repercussão ganhou força nas redes sociais e ampliou o debate sobre a participação feminina na política e o tom adotado pelo influenciador.
Como Soraya Thronicke respondeu às declarações?
Em publicação na rede social X, Soraya Thronicke afirmou que Paulo Figueiredo “defeca pela boca” e informou que encaminhou um pedido à Procuradoria-Geral da República para que ele seja proibido de “se comunicar publicamente via redes sociais e outros meios de comunicação”.
Ao comentar o episódio, a senadora também saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e afirmou que ataques dirigidos a uma mulher atingem todas as demais.
Segundo a parlamentar, a violência de gênero vai além da ofensa individual e afeta coletivamente as mulheres, independentemente de posicionamentos políticos.
Este traidor da pátria, foragido da justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de neto de um ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca…
Independente de quem seja a… https://t.co/OxOgtHSxdz
— Soraya Thronicke (@senadorasoraya) June 29, 2026
Entenda a polêmica envolvendo Paulo Figueiredo e o voto feminino
O episódio teve início após Paulo Figueiredo comentar, durante seu programa semanal, a atuação do PL Mulher e criticar Michelle Bolsonaro pelo vídeo em que ela afirmou ter sido “humilhada” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na avaliação do influenciador, a manifestação da ex-primeira-dama prejudicaria uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro por afetar sua relação com o eleitorado feminino.
Durante a transmissão, Figueiredo também afirmou que a valorização da participação das mulheres na política seria uma ideia “feminista”, “marxista” e “completamente incompatível com o movimento da direita”.
O influenciador é aliado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e atua nos Estados Unidos como apoiador e articulador de contatos políticos ligados ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atritos recentes ampliam desgaste de Paulo Figueiredo
A controvérsia envolvendo o voto feminino ocorre poucos dias após outro embate protagonizado por Paulo Figueiredo com uma integrante do campo conservador. No último fim de semana, o influenciador trocou críticas públicas com a senadora Damares Alves depois que ela não confirmou presença em um encontro de mulheres conservadoras organizado a pedido do senador Flávio Bolsonaro.
Na ocasião, Figueiredo ironizou a postura da parlamentar nas redes sociais. Em resposta, Damares afirmou que ele desconhece sua atuação política e rebateu as críticas dizendo que não faz oposição “atrás de um computador”, mas “olhando nos olhos dos adversários”. O influenciador voltou a responder, criticando a atuação da senadora e questionando seu posicionamento em temas ligados ao Judiciário e ao movimento conservador.
Damares Alves reage a crítica de Paulo Figueiredo e diz “Não faço oposição atrás de um computador”
Os dois episódios, envolvendo primeiro Damares Alves e, agora, Soraya Thronicke, evidenciam uma sequência de confrontos públicos de Paulo Figueiredo com parlamentares mulheres, em meio às divergências que vêm marcando o ambiente político entre lideranças da direita nas últimas semanas.
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O que Paulo Figueiredo disse sobre o voto feminino?
No vídeo divulgado nas redes sociais, Paulo Figueiredo afirmou que as mulheres “votam estatisticamente muito mal”, direcionando a maior parte das críticas às mulheres solteiras. Segundo ele, mulheres casadas tenderiam a acompanhar a orientação política de seus maridos, enquanto as solteiras apresentariam um comportamento eleitoral diferente.
Ao longo da gravação, o influenciador também criticou a participação feminina dentro do movimento conservador e afirmou que o fortalecimento da presença das mulheres na política seria incompatível com a direita. A fala foi acompanhada de linguagem ofensiva e expressões de baixo calão direcionadas aos críticos de suas declarações.
As manifestações repercutiram rapidamente nas redes sociais e motivaram reações de parlamentares e usuários, ampliando o debate sobre os limites do discurso político, a participação das mulheres na vida pública e a representação feminina no processo eleitoral brasileiro.
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