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Gasolina em Manaus sobe para R$ 7,29 e alta pode continuar com tensão no Oriente Médio

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Postos registram aumento no fim de semana e especialistas apontam impacto do petróleo internacional

O preço da gasolina em Manaus voltou a subir no último sábado (7), com registros de até R$ 7,29 o litro da gasolina comum em alguns postos da capital amazonense. O valor representa um aumento de cerca de 30 centavos em relação aos R$ 6,99 praticados anteriormente. Já a gasolina aditivada chegou a R$ 7,49.

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A elevação acompanha um movimento de alta observado em todo o país, influenciado principalmente pelas oscilações no mercado internacional de petróleo e pela tensão geopolítica no Oriente Médio.

Média nacional também registra aumento nos combustíveis

Levantamento semanal divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço médio da gasolina no Brasil passou de R$ 6,28 para R$ 6,30.

No mesmo período, o diesel também registrou alta, saindo de R$ 6,03 para R$ 6,08.

Segundo os dados da ANP, trata-se da primeira alta da gasolina desde a semana de 11 de janeiro, quando o valor médio subiu de R$ 6,29 para R$ 6,32. No caso do diesel, o avanço é o primeiro desde a semana de 4 de janeiro, quando o preço médio passou de R$ 6,02 para R$ 6,05.

Guerra no Irã pressiona preço do petróleo

Entidades do setor apontam que o aumento pode estar relacionado ao cenário internacional. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que representa cerca de 30% do mercado brasileiro, afirmou que as oscilações no preço do petróleo, agravadas por conflitos no Oriente Médio, podem pressionar os valores no Brasil.

Os preços internacionais ultrapassaram US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos e meio. O aumento ocorre em meio à guerra no Irã, que afeta a produção e o transporte de petróleo na região.

No domingo (8), também foi anunciado que o aiatolá Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do país, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, ocorrida durante um ataque na primeira semana do conflito.

Petróleo Brent dispara no mercado internacional

O barril do petróleo Brent crude oil, referência internacional para o mercado, chegou a US$ 101,19 após a reabertura das negociações na Chicago Mercantile Exchange.

O valor representa uma alta de 9,2% em relação ao fechamento de sexta-feira, quando o barril estava cotado a US$ 92,69.

Segundo especialistas do setor, o aumento da cotação internacional tende a impactar os preços dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil.

Distribuidoras já aumentam preços de fornecimento

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que representa a rede de postos do país, informou que as distribuidoras já vêm elevando os preços de fornecimento aos postos.

De acordo com a entidade, o movimento pode estar relacionado ao aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino — especialmente em refinarias privadas — e também aos custos de importação.

Petrobras diz que ainda não pretende repassar aumento

Apesar da alta internacional do petróleo, a Petrobras afirmou que, por enquanto, não considera repassar os aumentos aos combustíveis vendidos nas refinarias.

Durante coletiva de imprensa na sexta-feira (6), a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a empresa busca evitar repasses imediatos da volatilidade internacional.

Segundo ela, a política atual da companhia busca observar a paridade internacional sem transferir automaticamente as oscilações do mercado externo para os preços internos.

No entanto, Chambriard admitiu que, caso a alta do petróleo se mantenha por mais tempo, pode haver necessidade de respostas mais rápidas.

Defasagem entre preços internos e externos cresce

Dados da Abicom indicam que os preços praticados pela Petrobras no Brasil estão atualmente abaixo do mercado internacional.

Segundo a entidade, o diesel vendido pela estatal está cerca de 64% mais barato que no exterior, enquanto a gasolina apresenta uma defasagem de 27% em relação aos preços internacionais.

A associação lembra que o Brasil precisa importar parte do combustível consumido no país, já que as refinarias nacionais não conseguem atender toda a demanda.

Atualmente, aproximadamente 30% do diesel e 10% da gasolina consumidos no Brasil são importados.

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