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O que é a “superbomba” lançada pelos EUA no Estreito de Ormuz

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Os militares dos Estados Unidos realizaram uma operação estratégica nesta terça-feira, 17 de março, atingindo posições de mísseis iranianos em instalações subterrâneas com uma “superbomba”. O ataque ocorreu na região costeira próxima ao estratégico Estreito de Ormuz, ponto crucial para o comércio global de energia. Na ofensiva, foi utilizada a GBU-72, uma munição de penetração profunda com 2.300 kg, projetada especificamente para neutralizar alvos protegidos por espessas camadas de terra e concreto.

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Segundo fontes do Pentágono, a operação visou destruir mísseis de cruzeiro antinavio que representavam um risco direto à navegação internacional. O uso desse armamento ocorre em um momento de alta tensão, após o Irã fechar o estreito em retaliação aos conflitos na região envolvendo Washington e Israel.

Tecnologia e precisão da GBU-72

A GBU-72 Advanced 5K Penetrator é uma evolução tecnológica da antiga GBU-28. Testada pela primeira vez em 2021, esta arma foi desenvolvida para ser “substancialmente mais letal”, operando sob o conceito de detonação retardada. Isso significa que o artefato atravessa as barreiras fortificadas e explode apenas quando alcança o interior do bunker, o que maximiza o poder de destruição interna e minimiza os danos na superfície.

Um dos grandes diferenciais desta munição é o uso do kit de orientação Joint Direct Attack Munition (JDAM). Ao contrário de versões guiadas a laser, que podem falhar em condições de baixa visibilidade, o sistema GPS da nova geração garante precisão cirúrgica em qualquer cenário climático, seja sob nuvens carregadas, fumaça ou neve. Com um custo estimado em 288 mil dólares por unidade, ela pode ser transportada tanto por caças quanto por bombardeiros pesados.

Comparação entre a GBU-72 e a massiva GBU-57

Embora potente, a munição utilizada no Estreito de Ormuz é menor que a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator (MOP). Esta última, pesando 13,6 toneladas, foi empregada em junho de 2025 contra complexos nucleares iranianos em locais como Fordo e Natanz. A GBU-57 é tão pesada que exige o bombardeiro furtivo B-2 Spirit para o lançamento, utilizando a força da gravidade e sua massa colossal para penetrar até 60 metros de profundidade.

A escolha pela GBU-72 nos ataques mais recentes demonstra uma busca por versatilidade e eficácia contra alvos de tamanho intermediário. Enquanto a GBU-57 é uma ferramenta de nicho para bunkers ultraprofundos, o modelo de 2.300 kg oferece uma resposta rápida e precisa para garantir que rotas comerciais vitais permaneçam abertas, mesmo diante de ameaças ocultas sob o solo.

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