Prisão preventiva ocorreu dentro de academia; investigação aponta que o suspeito usou a relação de confiança com a família para cometer o crime
Um professor de jiu-jítsu de 33 anos foi preso preventivamente por policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A prisão ocorreu dentro de uma academia localizada no bairro Nova Esperança, zona oeste de Manaus. O homem é suspeito de estuprar uma aluna de 14 anos. O nome do acusado não foi divulgado pelas autoridades, e a investigação teve início após a denúncia realizada pelo responsável legal da vítima.
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Segundo o delegado Jeferson Vicente, o crime foi praticado no final do ano passado. Inicialmente, a adolescente não relatou o ocorrido ao pai por medo de sua reação e de que ele pudesse tomar atitudes violentas contra o agressor. A jovem chegou a desabafar com uma amiga pedindo segredo, temendo também não ser creditada ou que a situação se agravasse.
Relação de confiança facilitou o crime
Após meses em silêncio, a adolescente enviou uma mensagem para a irmã pedindo auxílio para revelar o caso ao pai. Diante da revelação, a família buscou atendimento na Depca para formalizar a denúncia.
De acordo com as investigações, o suspeito mantinha convivência próxima com a família e frequentava a residência da vítima. No dia do crime, o homem havia combinado de fazer uma tatuagem com o pai da adolescente. Ao ser informado de que o pai não estava no local no momento, o suspeito afirmou que iria esperá-lo na casa. A jovem estava sozinha no imóvel quando o abuso ocorreu. O delegado ressaltou que a relação de confiança foi utilizada de forma determinante para a execução do ato.
Polícia investiga possibilidade de outras vítimas
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça e cumprido na academia onde o acusado trabalhava. O suspeito permanece à disposição das autoridades policiais, que agora apuram se há outras possíveis vítimas do investigado.
O delegado Jeferson Vicente relembrou casos anteriores investigados pela especializada para reforçar a importância da divulgação do fato na encorajamento de novas denúncias. As autoridades orientam que eventuais outras vítimas ou testemunhas procurem a Depca para que os fatos sejam apurados e devidamente responsabilizados na forma da lei.
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