A neutralidade da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve ser oficializada nos próximos dias e significa que o grupo não apoiará, neste momento, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
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A decisão foi tomada após uma reunião realizada na noite de terça-feira (21), conduzida pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com dirigentes da legenda. Segundo integrantes do partido, a maioria da federação defende uma posição neutra para preservar a autonomia das decisões políticas nos estados.
Neutralidade permite escolhas diferentes nos estados
Na prática, a orientação do PP e do União Brasil deve permitir que cada estado defina seus próprios palanques para a eleição presidencial. Com isso, as alianças locais poderão apoiar Flávio Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou outros candidatos que participem da disputa.
A estratégia busca evitar que a federação adote uma posição nacional obrigatória que limite as negociações e alianças regionais durante o processo eleitoral.
PL ainda tenta negociar apoio da federação
Apesar da decisão, o PL ainda considera possível negociar com integrantes da União Progressista. A legenda, inclusive, deixou a definição sobre quem ocupará a vaga de vice-presidente para um segundo momento, enquanto busca ampliar o apoio político à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
O PL também mantém conversas com o Republicanos, que sinaliza uma possível posição de imparcialidade na disputa presidencial.
A decisão da União Progressista representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar o apoio de partidos do chamado centrão antes do início das convenções partidárias, previsto para 20 de julho.
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