Moscou acena com miniusinas flutuantes e cooperação científica naval para reforçar a parceria estratégica e a segurança internacional entre as duas nações.
A Rússia apresentou ao governo brasileiro uma proposta de transferência e cooperação em tecnologias nucleares de pequena potência, visando atender desde demandas de defesa até a geração de energia em localidades isoladas. A oferta foi formalizada por Nikolay Patrushev, assessor do presidente Vladimir Putin e chefe do Colegiado Marítimo russo, em agenda oficial cumprida nesta quarta-feira (5) em Brasília.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
Durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o emissário de Moscou destacou que o conhecimento acumulado pelo país eurasiano no setor pode somar forças aos projetos que o Brasil já desenvolve para a construção do seu próprio reator nuclear naval.
Baterias nucleares e cooperação estratégica
Segundo relatos divulgados pelo jornal Rossiyskaya Gazeta, a cooperação proposta inclui o fornecimento de usinas nucleares de pequeno porte do modelo “Elena-M”, além de unidades flutuantes de geração de energia. A avaliação do governo russo é que esses equipamentos funcionam como baterias nucleares universais, econômicas e seguras, capazes de abastecer regiões remotas do território brasileiro por longos períodos com manutenção mínima.
A execução desses projetos ficaria a cargo da estatal Rosatom e do Instituto Kurchatov, ambos reconhecidos pelo desenvolvimento tecnológico no setor energético russo.
O diálogo sobre o avanço em tecnologias nucleares começou a ser estruturado antes do encontro no Palácio do Planalto. Patrushev debateu os detalhes técnicos e geopolíticos com o comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen, e com o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.
Expansão da agenda marítima e científica
A oferta no campo atômico integra um pacote mais amplo de cooperação bilateral nas áreas marítima e científica. Entre os pontos discutidos pelos interlocutores estão propostas para a realização de pesquisas conjuntas no Ártico e na Antártida, além do desenvolvimento de um sistema integrado para o monitoramento das águas territoriais brasileiras.
As conversas em Brasília reafirmam o interesse mútuo em aprofundar as relações diplomáticas e comerciais, mantendo o foco em temas prioritários de segurança internacional e soberania energética.
Leia mais:
25 estados dos EUA contestam tarifas de Trump na Justiça
Cuba volta a ficar no escuro após colapso da rede elétrica
Perfil de Maduro publica carta aos venezuelanos e pede união nacional
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook


