Seminário em Manaus vai abordar operações portuárias, alternativas logísticas, transporte aéreo e medidas aduaneiras para reduzir impactos da vazante no Polo Industrial de Manaus
O Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM) vai reunir representantes do setor produtivo, operadores logísticos e órgãos públicos nesta quinta-feira, 1º de outubro, para discutir soluções diante dos impactos da estiagem no Amazonas sobre o transporte de cargas e o funcionamento do Polo Industrial de Manaus (PIM).
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O seminário “Soluções para a Estiagem de 2026 – Operações Logísticas e Aduaneiras” será realizado no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Manaus, e contará com representantes de terminais portuários privados, do Aeroporto Internacional de Manaus e da Receita Federal.
Organizado pelas Comissões de Logística e de Comércio Exterior do CIEAM, o encontro terá como foco medidas para reduzir possíveis gargalos provocados pela vazante dos rios, principalmente no transporte de matérias-primas e produtos acabados.
Operação em Itacoatiara será apresentada
Entre os temas previstos está a apresentação da Operação Itacoatiara 2026, conduzida pelos Super Terminais. A estratégia busca oferecer alternativas para a movimentação de cargas durante períodos em que o nível dos rios dificulta a navegação de grandes embarcações até Manaus.
O Grupo Chibatão também apresentará soluções relacionadas ao manuseio de cargas e às operações de atracação durante a seca na Amazônia.
Outro ponto do debate será o papel do transporte aéreo como alternativa para determinados tipos de cargas durante períodos de restrição da navegação.
Representantes do Aeroporto de Manaus devem abordar a capacidade operacional do terminal e as possibilidades de resposta diante dos impactos da estiagem de 2026 e 2027.
Receita Federal detalhará procedimentos aduaneiros
A programação também prevê apresentações da Receita Federal sobre procedimentos adotados nos Terminais de Uso Privativo (TUPs) e no Aeroporto Internacional de Manaus.
As medidas buscam facilitar o funcionamento das operações de comércio exterior diante de eventuais mudanças nas rotas logísticas provocadas pela redução do nível dos rios.
Segundo o presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, a articulação antecipada entre empresas, operadores logísticos e órgãos públicos pode ampliar a previsibilidade das atividades industriais.
“A estiagem na nossa bacia hidrográfica deixou de ser um evento isolado para se tornar um desafio que exige governança, integração técnica e agilidade regulatória”, afirmou.
De acordo com o dirigente, o objetivo é buscar condições para manter o abastecimento das fábricas e o escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus.
Seminário terá espaço para perguntas
O encontro contará ainda com uma sessão de perguntas e respostas, mediada pelo coordenador das Comissões de Logística e de Competitividade do CIEAM, professor Augusto César Barreto Rocha.
A programação começa às 13h30, com o credenciamento, e segue até as 16h.
Programação
13h30 – Credenciamento
14h – Cerimônia oficial de abertura
14h10 – Operação Itacoatiara 2026, com Julio de Almeida, dos Super Terminais
14h20 – Soluções operacionais para os desafios da seca na Amazônia, com Jhony Fidelis, do Grupo Chibatão
14h30 – Alternativas logísticas na seca e o papel estratégico do Aeroporto de Manaus, com Luciana Procoro
14h40 – Ações institucionais para enfrentamento da estiagem, com Luís Fernando Resano, da ABAC
14h50 – Potencial estratégico e capacidade de resposta do Aeroporto de Manaus para a seca de 2026 e 2027, com Tatiana Malaspina, da Receita Federal
15h – Atualização das providências adotadas e próximos passos, com Fernanda Printes, da Receita Federal
15h10 às 16h – Perguntas e respostas
16h – Encerramento
O CIEAM afirma que a iniciativa busca ampliar a integração entre iniciativa privada e poder público para preservar a continuidade das operações industriais e logísticas no Amazonas durante o período de estiagem.
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