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Novo decreto amplia o ‘Programa Luz para Todos’ com foco na Amazônia Legal

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O Governo Federal oficializou, nesta segunda-feira (11), uma significativa atualização nas diretrizes do Programa Luz para Todos, visando expandir o acesso à energia elétrica em áreas rurais e regiões remotas da Amazônia Legal. O decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estabelece novos critérios de prioridade e fomento ao desenvolvimento produtivo. A medida busca integrar populações historicamente isoladas ao Sistema Interligado Nacional ou a sistemas isolados de geração, promovendo cidadania e inclusão social.

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Prioridade para grupos vulneráveis e mulheres no CadÚnico

Uma das principais inovações da norma publicada no Diário Oficial da União reside no recorte social para o atendimento. O texto estabelece que famílias chefiadas por mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) passam a ter prioridade na fila de eletrificação. A estratégia visa fortalecer a autonomia feminina e garantir que o impacto da chegada da luz seja sentido diretamente na gestão doméstica e no bem-estar familiar.

Além do protagonismo feminino, o programa agora direciona esforços imediatos para residências que abriguem pessoas com deficiência ou idosos dependentes. Moradores que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foram incluídos no topo da lista de beneficiários. Essas atualizações somam-se aos públicos que já eram considerados prioritários, como comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados da reforma agrária.

Fomento à economia e uso produtivo da energia

O novo regramento introduz um capítulo dedicado exclusivamente ao desenvolvimento socioeconômico. A partir de agora, o Programa Luz para Todos poderá atender unidades consumidoras destinadas a atividades produtivas no meio rural. O objetivo central é permitir que a energia elétrica atue como motor para a geração de renda e segurança alimentar, apoiando a sociobioeconomia regional.

Nesse sentido, o decreto autoriza a instalação de infraestrutura em cooperativas, associações e projetos voltados às cadeias de valor da biodiversidade amazônica. Estruturas de uso coletivo, como sistemas de bombeamento de água, câmaras frias para conservação de alimentos e cozinhas comunitárias, também estão contempladas. A iniciativa prevê ainda a conectividade, levando energia para pontos que ofereçam acesso à internet em áreas remotas.

Regras de execução e sustentabilidade na Amazônia Legal

A execução das obras na Amazônia Legal, que abrange nove estados e parte do Maranhão, deverá observar rigorosos critérios de resiliência e sustentabilidade. Segundo o texto, as redes de distribuição precisam ser adequadas às condições climáticas locais e à dispersão geográfica característica da floresta. O governo também enfatiza a necessidade de qualificação da mão de obra local para a manutenção desses sistemas de energia.

A fiscalização será intensificada por meio do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O decreto prevê que concessionárias de energia que descumprirem as metas de prioridade estarão sujeitas a sanções administrativas. Para garantir a continuidade do fluxo financeiro, os contratos voltados à população rural terão aplicação de recursos garantida até o fim de 2028, com encerramento de créditos previsto para dezembro de 2029.

Investimento recorde na distribuição elétrica até 2030

A atualização do programa está inserida em um contexto maior de investimentos no setor elétrico. Durante o evento “Sente a Energia”, o governo anunciou um pacote de R$ 130 bilhões destinado à modernização e expansão da rede de distribuição em todo o país até o final desta década. O aporte é fruto da renovação de concessões e deve beneficiar 13 estados brasileiros.

Estimativas oficiais indicam que esses investimentos podem gerar mais de 100 mil empregos e capacitar cerca de 30 mil profissionais no setor. Para o ministro Alexandre Silveira, os novos contratos estabelecem diretrizes que priorizam a eficiência e a qualidade do serviço prestado ao cidadão, colocando o consumidor no centro da estratégia de desenvolvimento energético nacional.

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