Entrou na pauta administrativa do TSE desta quinta (13) uma petição do Diretório Nacional do PT que pede a correção do cálculo da sua fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha das Eleições de 2026. O partido sustenta que foi computado com 68 cadeiras na Câmara para efeito de rateio, quando deveriam valer os 69 representantes que elegeu em 2022. O caso é relatado pelo ministro Kassio Nunes Marques.
A diferença de um assento pesa por causa da fórmula. O critério que responde pela maior parte do fundo, 48% do total, é dividido conforme o número de representantes de cada legenda na Câmara. Uma cadeira a mais no cálculo significa uma fatia maior do fundão. O montante de 2026 soma cerca de R$ 4,9 bilhões, e o PT já aparece com a segunda maior parcela, aproximadamente R$ 615,4 milhões, atrás apenas do PL. Como o valor total é fixo, o que o partido conseguir a mais sai do bolo repartido com as demais legendas.
No pano de fundo está a dança das cadeiras que se seguiu a 2022. O PT quer que valha a bancada saída das urnas naquele ano, antes das trocas de partido que alteraram a contagem. Em resumo, é o partido no poder brigando por uma casa decimal de um fundo bilionário às vésperas da campanha.


