Unidade contemplada poderá produzir cerca de 120 toneladas de tambaqui por ano, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura
O município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, recebeu o primeiro contrato de cessão de uso de águas da União destinado à produção de pescado no Amazonas. A entrega ocorreu durante agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura no estado, na última sexta-feira (25).
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O contrato permite a utilização regularizada de áreas de domínio da União para atividades de aquicultura e estabelece condições para a produção de pescado em águas públicas.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a unidade contemplada em Iranduba tem previsão de produzir aproximadamente 120 toneladas de tambaqui por ano.
Durante a entrega, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, afirmou que este é o primeiro contrato do tipo concedido no Amazonas.
“É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, declarou.
Contrato busca ampliar regularização da aquicultura
A cessão de uso permite que produtores desenvolvam atividades aquícolas em águas pertencentes à União dentro das regras estabelecidas pelo governo federal.
A regularização é considerada uma etapa importante para ampliar investimentos no setor, dar segurança jurídica aos produtores e permitir a expansão da produção comercial de pescado.
De acordo com dados apresentados pelo ministro durante a agenda, o Amazonas possui aproximadamente 151 mil pescadores e pescadoras e registra uma produção estimada em cerca de 80 mil toneladas de pescado por ano.
Ministro visita laboratório de aquicultura do INPA
Durante a passagem pelo Amazonas, Edipo Araujo também visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus.
No local, o ministro acompanhou as obras de modernização de um laboratório voltado à pesquisa em aquicultura. A estrutura deverá apoiar estudos relacionados à produção de pescado, desenvolvimento de tecnologias e formação de profissionais especializados.
Segundo o ministro, o avanço da pesquisa científica pode contribuir para aumentar a produtividade e a competitividade da aquicultura brasileira.
“A aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.
A iniciativa em Iranduba ocorre em meio aos esforços para ampliar a produção aquícola no Amazonas, aproveitando o potencial hídrico do estado e aproximando produtores, instituições de pesquisa e políticas públicas voltadas ao setor.
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