Ministério também pediu atuação da AGU após denúncias de intimidação, ameaças de violência e uso de símbolos nazistas em dez instituições de ensino superior.
O Ministério da Educação (MEC) acionou a Polícia Federal (PF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para solicitar providências diante de ameaças contra universidades federais em diferentes regiões do Brasil. Ao menos dez instituições relataram episódios de intimidação envolvendo estudantes, professores e o patrimônio público.
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A iniciativa foi tomada após o MEC receber denúncias de mensagens ameaçadoras, referências a atos de violência, possíveis ataques às instalações universitárias e utilização de símbolos nazistas. Os episódios foram comunicados à pasta nos últimos dias, com maior concentração de relatos nesta semana.
Em ofícios encaminhados aos dois órgãos, o ministério solicitou a investigação dos casos e a adoção das medidas jurídicas necessárias para identificar os responsáveis e impedir possíveis ações violentas.
Dez universidades federais registraram ameaças
Segundo as informações encaminhadas ao MEC, as ocorrências foram relatadas em instituições de diferentes estados brasileiros.
Entre as universidades citadas estão:
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Universidade Federal Fluminense (UFF);
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Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
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Universidade de Brasília (UnB);
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Universidade Federal de Alagoas (Ufal);
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Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop);
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Universidade Federal de Jataí (UFJ);
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Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa);
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Universidade Federal do Pará (UFPA);
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Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
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Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
A presença de ameaças em diferentes regiões do país levou o ministério a pedir uma atuação urgente das autoridades responsáveis pela investigação e pela proteção das instituições federais.
MEC alerta para riscos durante período eleitoral
Nos documentos enviados à PF e à AGU, o Ministério da Educação destaca que o cenário eleitoral aumenta a preocupação com possíveis episódios de violência e intimidação no ambiente universitário.
Para a pasta, além de ameaçar a segurança de estudantes e profissionais, esses atos podem comprometer a liberdade de expressão, o debate democrático e o funcionamento das instituições públicas de ensino.
O MEC solicitou medidas urgentes para esclarecer a autoria, a materialidade e as circunstâncias dos episódios denunciados.
Em trecho dos ofícios, o ministério ressalta:
“O contexto sensível do período eleitoral amplia a gravidade desses atos, tornando imperativa a salvaguarda da integridade física da comunidade acadêmica e do patrimônio público.”
O documento também afirma que as ameaças representam uma tentativa de intimidar o debate democrático e prejudicar o exercício das atividades constitucionais das universidades.
PF e AGU são chamadas a adotar providências
A solicitação à Polícia Federal busca assegurar a apuração das denúncias e a identificação dos possíveis responsáveis pelas ameaças.
Já a Advocacia-Geral da União foi acionada para avaliar e adotar as medidas jurídicas cabíveis, considerando os riscos à comunidade acadêmica e ao patrimônio das instituições federais.
Até as informações apresentadas pelo MEC, não há confirmação de identificação dos autores das ameaças nem detalhamento das eventuais medidas já adotadas pelos órgãos acionados.
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