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Dono da ‘Choquei’ é apontado pela PF como ‘operador de mídia’ em esquema de R$ 1,6 bi ligado a bets do PCC

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Uma operação de grande escala da Polícia Federal (PF) revelou nesta quarta-feira, 15 de abril, um suposto esquema de lavagem de dinheiro que movimenta cifras bilionárias. O dono da ‘Choquei’, Raphael Sousa Oliveira, foi preso temporariamente sob a acusação de atuar como o braço de comunicação e gestão de imagem de uma organização criminosa. Segundo as investigações da Operação Narco Fluxo, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão por meio de rifas e plataformas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, com fortes indícios de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Operação Narco Fluxo e a prisão de Raphael Sousa Oliveira

A ofensiva da Polícia Federal mobilizou cerca de 200 agentes para o cumprimento de 90 mandados judiciais em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Raphael Sousa Oliveira, que gerencia um perfil com 27 milhões de seguidores no Instagram, é investigado por utilizar o alcance de sua página para promover conteúdos favoráveis aos líderes do esquema e gerir crises de imagem que pudessem atrair a atenção das autoridades.

A PF aponta que o proprietário da página de entretenimento recebia valores elevados diretamente de MC Ryan SP. O funkeiro, apontado como uma das lideranças da organização, também foi detido nesta manhã. De acordo com o inquérito, a função do influenciador no grupo era estratégica, funcionando como um suporte digital para dar aparência de legalidade e popularidade às atividades financeiras da rede.

O papel do dono da ‘Choquei’ na gestão de imagem do grupo

Os investigadores acreditam ter reunido provas substanciais que ligam o dono da ‘Choquei’ a transações financeiras milionárias originadas de Tiago de Oliveira, considerado o braço direito e operador financeiro de MC Ryan SP. Além dele, José Ricardo dos Santos Junior, responsável pelo marketing e pela circulação de capitais do grupo, também teria efetuado transferências de grande porte para o empresário de mídia.

A defesa de MC Ryan SP manifestou-se brevemente por meio de nota, informando que todos os esclarecimentos necessários serão prestados no momento oportuno perante a Justiça. Até o fechamento desta reportagem, a equipe jurídica de Raphael Sousa Oliveira não havia emitido um posicionamento oficial, embora o espaço permaneça aberto para as devidas manifestações.

Lavagem de dinheiro e o uso de criptoativos

O cerne da investigação reside no uso de plataformas de apostas de quota fixa para ocultar a origem de recursos ilícitos. A Operação Narco Fluxo identificou que o dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas era injetado nessas plataformas e em sistemas de rifas digitais. Para dificultar o rastreio pelas autoridades financeiras, a organização utilizava uma combinação de dinheiro em espécie, transferências bancárias convencionais e transações com criptomoedas, especialmente a moeda digital estável USDT (Tether).

O juiz Roberto Lemos da Silva Júnior, da 5ª Vara Federal em Santos, foi o responsável por expedir os mandados e determinar o sequestro de bens e o bloqueio do patrimônio dos envolvidos. As medidas visam interromper o fluxo financeiro da organização e impedir que empresas ligadas ao grupo continuem operando durante o processo judicial.

Ao todo, dos 39 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, 33 foram cumpridos com sucesso até o início desta tarde. A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos nos 45 endereços de busca e apreensão para identificar outros possíveis integrantes da rede e detalhar a profundidade da participação de figuras públicas no esquema de lavagem de capitais.

Leia mais:
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