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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF com 42 votos contrários

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Plenário barra nome indicado por Lula para vaga deixada por Barroso; decisão surpreende após aprovação na CCJ

O plenário do Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, impedindo a confirmação do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Para que a indicação fosse aprovada, seriam necessários ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado representa um revés para o governo federal, que havia oficializado o nome de Messias para a vaga aberta na Corte.

Indicação de Jorge Messias ao STF é rejeitada pelo Senado

A análise da indicação ocorreu após tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o nome de Jorge Messias havia sido aprovado mais cedo no mesmo dia. Na comissão, o placar foi de 16 votos favoráveis e 11 contrários, sinalizando uma disputa acirrada, mas com vantagem para o indicado.

Apesar do avanço na CCJ, a votação no plenário apresentou um cenário diferente, com maioria dos senadores optando pela rejeição. A decisão interrompe o processo de nomeação e mantém a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.

Vaga no STF foi aberta após aposentadoria de Barroso

Jorge Messias foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. A saída de Barroso abriu espaço para uma nova nomeação na mais alta Corte do país.

O nome de Messias foi anunciado por Lula há cerca de cinco meses, mas a formalização da indicação — por meio da mensagem oficial (MSF 7/2026) — só foi encaminhada ao Senado no início de abril. A demora entre o anúncio e o envio da mensagem foi um dos pontos observados durante o processo político.

Processo de aprovação exige maioria absoluta

De acordo com as regras constitucionais, a aprovação de um ministro do STF depende de maioria absoluta no Senado, ou seja, pelo menos 41 votos favoráveis. A votação é secreta, o que muitas vezes dificulta a previsão exata do resultado.

A rejeição de uma indicação ao Supremo não é comum, mas está prevista no sistema de freios e contrapesos entre os Poderes. Cabe ao presidente da República indicar um novo nome, que deverá passar novamente pelo crivo da CCJ e, posteriormente, pelo plenário do Senado.

Próximos passos após rejeição

Com a decisão, o governo federal precisará apresentar uma nova indicação para a vaga no STF. Ainda não há prazo definido para o envio de outro nome, mas a expectativa é que o processo seja retomado nas próximas semanas.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal segue com uma cadeira vaga, o que pode impactar a composição de julgamentos, especialmente em casos de grande relevância nacional.

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